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Vacina contra o HPV é uma das principais formas de prevenção

Janeiro Verde é o mês de conscientização de um dos principais cânceres que atinge as mulheres
Foto: Divulgação A vacina contra o HPV é mais eficaz quando administrada entre os 9 e 14 anos, quando a chance de contato com vírus é menor Foto: Divulgação A vacina contra o HPV é mais eficaz quando administrada entre os 9 e 14 anos, quando a chance de contato com vírus é menor

A principal causa do câncer de colo de útero é o Papilomavírus Humano (HPV). Sem considerar os tumores de pele não melanoma, ele é o terceiro tumor mais frequente na população feminina, atrás do câncer de mama e do colorretal, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. A vacinação contra o HPV é uma das principais formas de prevenção contra o câncer de colo de útero, sendo distribuída gratuitamente pela rede pública e indicada para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos, pessoas portadoras do HIV e transplantados na faixa etária de 9 a 26 anos.

O câncer de colo de útero mata cerca de 5,8 mil mulheres por ano no Brasil, cerca de 360 no Rio Grande do Sul (RS). Na região Norte do RS, são 40 mortes por ano, conforme dados do DataSUS. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima 16,3 mil novos casos desse tipo de câncer por ano. “Se considerarmos que é uma doença evitável pela vacinação e de fácil diagnóstico precoce com enorme taxa de cura, estes números são inaceitáveis, apesar de serem enormemente melhores que os das regiões Norte e Nordeste do país”, pontua o oncologista clínico do Centro de Tratamento do Câncer (CTCAN), Dr. Alvaro Machado.

A principal causa desse tipo de câncer é o vírus do HPV, que se adquire principalmente por via sexual. Existem mais de 150 tipos diferentes de HPV, dos quais 40 podem infectar a região genital e provocar cânceres, como o de colo do útero. Uma das formas de prevenção são as duas doses da vacina contra o HPV. “A vacina nos torna imune a várias cepas do vírus HPV, que é o principal causador do câncer do colo do útero. A transmissão do vírus é principalmente sexual e, infelizmente, a camisinha não é segura ou suficiente como barreira ao vírus”, informa o oncologista clínico do CTCAN.

Machado enfatiza que a imunização possibilitará às futuras gerações estarem livres do HPV e, por isso, não desenvolverão o câncer do colo do útero e outros relacionados ao vírus. No entanto, ainda há muita resistência por parte da população em relação à vacina. Para o oncologista, isso ocorre devido a desinformação. “Os países que adotaram a vacinação geral da população obtiveram queda acentuada, não só da prevalência do HPV, mas dos cânceres causados por este vírus, sendo o mais importante o do colo do útero, mas também o câncer da vulva, da vagina, do ânus, do pênis e da garganta. A vacina é mais eficaz quando administrada entre 9 e 14 anos de idade, quando a chance de contato com vírus é mínima. Mas temos estudos de eficácia em mulheres até os 35 anos de idade, desde que sejam sorologicamente negativas para as cepas da vacina”, comenta Machado.

Exame Papanicolau é essencial
Além da vacinação, a realização do exame preventivo (Papanicolau) é muito importante para o diagnóstico precoce do câncer de colo de útero. “Algumas medidas podem reduzir o risco de contaminação pelo HPV: usar sempre preservativo durante o ato sexual, limitar o número de parceiros/as e não fumar. O diagnóstico precoce é fácil e acessível pelo exame de Papanicolau. Deve ser feito rotineiramente a partir do início da atividade sexual ou dos 18 anos de idade. A pesquisa do HPV no mesmo exame aumenta a chance de diagnóstico precoce e tratamento adequado”, ressalta Machado.

Novidades no tratamento
O tratamento deve ser avaliado e orientado conforme cada caso. Entre os tratamentos para o câncer do colo do útero estão a cirurgia, a radioterapia e a quimioterapia e imunoterapia. De acordo com o oncologista do CTCAN, o tratamento vem evoluindo. “O tratamento do câncer do colo do útero tem evoluído como um todo, desde a melhor seleção de quem se beneficia da cirurgia, da radioterapia e quimioterapia, as combinações ideais destes recursos, cirurgias menos invasivas, radioterapia mais precisa e de menor toxicidade, entre outros recursos”, revela o oncologista.

Fonte: Assessoria de Imprensa CTCAN
Natália Fávero

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