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Secretário da Agricultura descarta desabastecimento para a população gaúcha

Covatti Filho destacou que serviços do setor estão previstos como essenciais
Guilherme Testa / CP Guilherme Testa / CP

Em entrevista ao programa Guaíba News da Rádio Guaíba, nesta segunda-feira, o secretário Estadual da Agricultura, Covatti Filho, analisou os impactos do Covid-19 na produção e na distribuição de alimentos no Rio Grande do Sul. De acordo com ele, "não haverá desabastecimento para a população gaúcha", pois, os serviços dos agricultores estão previstos no decreto do governador Eduardo Leite como essenciais. "Não vamos parar a cadeia do agro, de uma forma geral, pois é um serviço imprescindível, tanto para o abastecimento, quanto para contribuir economicamente com o Estado", afirmou. 

Segundo Covatti Filho, no momento, a principal preocupação de impacto econômico está na seca, que vem sendo bem mais prejudicial do que o coronavírus. "Tinhamos a previsão de colhermos, em soja, R$ 19 milhões e 17 mil toneladas. Com a seca, colheremos R$ 12 milhões. Isso traz prejuízo ao produtor, mas também para a exportação", ressaltou. "Com a alta do dólar, os efeitos da seca, podemos chegar a um prejuízo de até R$ 8 bilhões", acrescentou. 

De acordo com o secretário, os impactos do coronavírus são prejudiciais, principalmente, na comercialização e na rotina do homem do campo. "Por exemplo, as grandes feiras do interior, com exposição da agricultura familiar, onde as agroIindústrias vão lá e expõem seus produtos. Como esses eventos estão sendo adiados ou cancelados, isso reflete num prejuízo ao agricultor", salientou.

No âmbito das exportações, com a retomada gradual da normalidade na China, após a pandemia, o secretário destaca que as demandas do Estado tendem a aumentar e é preciso estar preparado para honrar os compromissos.

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