FM 95.9 -FM106.5

AM 1160

Sartori faz reunião para acalmar a base

 Encontro foi convocado às pressas diante da insatisfação de aliados  Encontro foi convocado às pressas diante da insatisfação de aliados

A continuidade do clima de incertezas e a boataria em torno de medidas que José Ivo Sartori possa vir a implementar no governo gerou nessa quarta uma reunião de emergência convocada pelo Palácio Piratini. Deputados da base governista na Assembleia fizeram chegar ao governo que não há mais condições de o Executivo manter a situação como está. Sartori, então, convocou todos os líderes das bancadas e partidos aliados no Legislativo para encontro que também teve a presença do vice-governador José Paulo Cairoli (PSD). Conforme participantes da reunião, o governador ouviu reclamações sobre temas acumulados nos seus quatro meses de governo. Sartori serviu suco de uva, bolo com recheio de limão e bolachinhas salgadas. E convocou os aliados a manterem sua parceria com o governo peemedebista, apesar de não detalhar os projetos que serão trabalhados no Parlamento.Uma das principais queixas dos deputados foi a de falta de comunicação com o próprio governador e com seus secretários. “Alguns secretários que têm o perfil técnico mostram mais dificuldades de se relacionar com a Assembleia. Outros nem recebem parlamentares”, afirmou um deputado.De acordo com os líderes aliados, a redução de quase dez secretarias do último governo para a gestão Sartori provocou a sobrecarga de trabalho para os titulares das Pastas. O governador garantiu que cuidará pessoalmente de futuros problemas com os secretários. A falta de projetos encaminhados à Assembleia também foi levada ao encontro, em tom de preocupação. Mas não resolveu. “Sartori fará (projetos), mas tudo ao tempo dele”, comentou Sergio Turra, líder do PP na Assembleia.Sartori deu uma garantia: não haverá aumento de impostos. “Essa seria uma pauta em que o PDT teria dificuldade em apoiar o Executivo”, explicou o líder da bancada pedetista, Diógenes Basegio. Os peemedebistas Alvaro Boessio, líder de bancada, e Alexandre Postal, líder do governo, admitiram as falhas na comunicação e reconheceram que a atitude do governador alivia a pressão que recaía sobre o PMDB. Ao deixar a sede do governo, o presidente da Assembleia, Edson Brum (PMDB), disse não ter participado da reunião. Mas colegas reproduziram diálogos com o parlamentar no encontro. Outrora preteridos, participaram também João Reinelli (PV), Mário Jardel (PSD) e Missionário Volnei (PR).Queixas ao governoVisto pelos parlamentares como um dos mais fiéis defensores do governo Sartori, o deputado Jorge Pozzobom (PSDB) reclamou durante a reunião dos líderes com o governador no Piratini da falta de diálogo. O tucano, que tem sua base eleitoral no município de Santa Maria, não gostou de ficar sabendo pela oposição do cumprimento de agendas oficiais do Executivo na região e cobrou mais coordenação na agenda do Piratini.Líder do PDT na Assembleia Legislativa, o deputado Enio Bacci alertou que o compasso de espera para definição de ações e projetos, definido pelo governo, tem prazo de validade: “Está sendo compreendido, mas não podemos dizer até quando”, definiu Bacci. Ele também exigiu mais contatos. “A base não pode ficar sabendo das medidas que o governo analisa adotar pela imprensa”, cobrou o líder pedetista. (Nelson Buzatto) 

Mais notícias