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Sartori evita resposta sobre salários e se contradiz sobre depósitos judiciais

Governador diz que uma semana para a decisão é muito tempo.Resposta sobre a folha de pagamento de março fica para próxima semana. Governador diz que uma semana para a decisão é muito tempo.Resposta sobre a folha de pagamento de março fica para próxima semana.

O governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori (PMDB), afirmou que não quer “apressar” a discussão sobre o possível atraso no pagamento de salários dos servidores públicos estaduais. Em entrevista à Rádio Gaúcha, Sartori garantiu que a resposta sobre a folha de março ficará somente para a próxima semana, e que não é preciso criar ansiedade. “Ninguém precisa apressar situações. Na hora que tivermos que fazer alguma coisa, vamos fazer com tranquilidade", apontou. "Não sou daqueles que vai criar ansiedade, de criar mais preocupação, sei que um servidor tem família". Mesmo que a Secretaria da Fazenda tenha confirmado o uso de depósitos judiciais para pagamento da dívida do estado com a União, Sartori demonstrou desconhecer o tema. Primeiramente, o governador negou que tenha ocorrido qualquer saque. "Eu não teria tanta certeza assim que os depósitos judiciais foram usados nesse período", disse. Minutos após o término da entrevista, porém, disse por meio da assessoria de imprensa que entendeu errado a pergunta e confirmou o saque no valor de R$ 300 milhões para pagamento da dívida. A respeito da visita da presidente Dilma Rousseff ao Rio Grande do Sul nesta sexta-feira (20), Sartori assinalou para a possibilidade de encaminhar uma discussão sobre a finanças do estado. "Vou conversar hoje com a presidente Dilma e, se tiver a oportunidade, vamos avançar o sinal", declarou. “A gente não vai forçar a barra”. Na quinta-feira (19), o governador anunciou mais um decreto para corte de gastos e tentativa de equilíbrio das finanças do Rio Grande do Sul. A meta é de redução de despesa na ordem de R$ 1 bilhão ao ano. A medida foi publicada no Diário Oficial e prevê ajustes financeiros no orçamento deste ano para as secretarias estaduais, que devem implicar economia de 21,3%, segundo projeção do Palácio Piratini. A mudança no orçamentos das secretarias pretende reduzir a crise financeira do estado, que tem um déficit estimado em R$ 5,4 bilhões. Outras medidas já anunciadas, como redução de diárias e corte de horas extras para servidores da Brigada Militar e Polícia Civil, devem gerar economia de R$ 600 milhões, segundo Sartori.(Nelson Buzatto) 

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