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Sartori deverá cortar até seis secretarias

Peemedebista disse que redução dará maior agilidade às ações de governo Peemedebista disse que redução dará maior agilidade às ações de governo

O governador eleito José Ivo Sartori (PMDB) declarou, nesta segunda-feira, em entrevista ao site da revista Veja, que irá cortar pelo menos 20% das secretarias do Estado em sua gestão. A medida, idealizada como uma das estratégias para saneamento das finanças estaduais, resultará na extinção de cinco ou seis das 26 Pastas atualmente existentes. Impactará, por exemplo, secretarias de atividades afins, como a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio e a Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, que deverão ser fundidas em uma única Pasta.“No mínimo 20%. Para dar mais agilidade, dinâmica no comprometimento, na atividade, nas ações e nos programas. O mais importante é ter um núcleo que possa administrar esse processo”, disse Sartori. O projeto de lei que redesenhará o organograma de governo do RS é a primeira tarefa delegada pelo governador eleito a sua trinca de secretários anunciada na semana passada — Márcio Biolchi (Casa Civil), Carlos Búrigo (Governança) e Giovani Feltes (Fazenda).Na entrevista, Sartori também comentou sobre o plano de desmembrar a área de Transportes e o setor de Minas e Energia, atualmente pertencentes à Secretaria de Infraestrutura e Logística, o que exigiria ainda mais aprofundamento na fusão de outras Pastas.Ao ser questionado sobre planos para o agronegócio, Sartori destacou o vigor deste setor da economia e afirmou que o governo deverá estar atento às demandas de irrigação e de infraestrutura para o escoamento da produção. “Por isso abrimos a possibilidade e dissemos que nós não temos preconceitos ideológicos para abrir caminho para as PPPs nem para as concessões. Em alguns casos, avançar um pouco nas questões de consórcios, que hoje ainda são um pouco lentas, não há ainda uma decisão sobre elas.” O que disse o governador eleitoAjuste fiscal: “Acho que não foi salvar a pele da presidente Dilma (aprovar o ajuste). Foi para colocar em termos de funcionalidade da vida econômica e social do país. Eu acho que é o mínimo que tinha que ser feito. De repente, eu vou ter que fazer isso no RS também”.Educação: “Acredito que não é apenas a escola integral, mas também o contraturno e maneiras e formas que crianças e adolescentes possam ter uma vida diária na escola, até porque a legislação nacional está aí e precisa ser cumprida”.Piso salarial do magistério: “O RS vive uma disputa permanente entre governo e professores. Sou daqueles que defendem a negociação permanente. Negociação e entendimento significam que alguém tem que abrir mão de alguma coisa”.Retorno das exportações: “O RS é penalizado não apenas por essa situação, mas é penalizado por ser um estado exportador também. E ele não recebe esses recursos. Até hoje ele não é compensado por aquilo que ele tem das exportações nacionais, e, portanto, ele sofre duplamente essa situação”.Renegociação de juros da dívida: “Vou conversar com todos eles (governadores), especialmente os mais próximos, de SC, do PR. Já conversei essa semana com o governador reeleito de SP, Geraldo Alckmin. Ele me ligou pessoalmente para ver algumas questões que existem em tramitação no Senado, inclusive que vai tirar recursos dos estados. Vamos trabalhar junto para defender também os interesses dos estados”. (Nelson Buzatto)  

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