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Sartori descarta unir secretarias para reduzir gastos

Governador eleito quer que técnico assuma pasta da Segurança Governador eleito quer que técnico assuma pasta da Segurança

Um dia após anunciar o nome de três secretários, o governador eleito do Estado, José Ivo Sartori, afirmou que não pensa em unir as pastas da Segurança com a da Justiça e a do Desenvolvimento Rural com a da Agricultura para conter gastos. "Não penso na união, porque são coisas distintas e envolvem atividades diferentes. Tudo dependerá do diálogo que estamos promovendo e do estudo do organograma que elaboramos, o que deve ser concluído até a semana que vem", disse em entrevista à Rádio Guaíba nesta sexta-feira. Sartori comentou que a Justiça não está ligada somente à questão da Segurança, mas que representa a cidadania. "Ela envolve uma questão social muito grande e mostra a identidade da sociedade moderna. Se possível, vamos manter separadas, assim como a pasta da Agricultura, que lida com o agronegócio, a parte familiar e a pesca. Tudo dependerá das negociações, mas o que nós queremos é uma equipe sintonizada e integrada, praticando as políticas públicas necessárias ao Rio Grande", completou. Ao comentar a escolha de Giovani Feltes à Secretaria da Fazenda, Sartori exaltou o currículo do agora colega de governo. "Sempre disse que queria ao meu lado pessoas que tivessem conhecimento político e técnico. Ele foi três vezes prefeito de Campo Bom e tem um grande trabalho como deputado estadual", explicou antes de dizer que busca alguém como o mesmo perfil para a Secretaria da Segurança. "Se possível, queremos ter um técnico na Segurança. Estamos no caminho de consulta. Esta é uma área que precisa ser regida com muita força, apesar dos poucos recursos. Queremos dinamismo e o entendimento de que esta questão precisa ser tratada de maneira educativa também", acrescentou. Presença de Lupi e o convite a Vieira da Cunha Para Sartori, a presença do presidente do PDT no Rio Grande do Sul, Carlos Lupi, nada tem a ver com o convite feito ao ex-candidato a governador Vieira da Cunha para assumir a Secretaria da Educação. "A declaração de que o PDT não abriria mão de secretarias é uma questão da vida interna do partido. Ele (Lupi) não veio fazer negociações conosco. Eu tive reuniões com o Vieira e com o Pompeo de Matos e o convite que fiz foi de responsabilidade e seriedade. O Vieira disputou o governo do Estado e é uma referência nacional do PDT. O nosso desejo é dar oportunidade a todos e fazer um trabalho integrado", finalizou (Nelson Buzatto) 

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