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RS tem mais de 1,2 mil casos de dengue conformado em 2019

Municípios do norte, como Ijuí, Três Passos e Sarandi, tiveram altos índices da presença da doença
Mapa das cidades com casos de dengue até 31 de agosto de 2019 — Foto: Sinan Online Mapa das cidades com casos de dengue até 31 de agosto de 2019 — Foto: Sinan Online

Entre janeiro e agosto deste ano, foram notificados 3.756 casos de suspeita de dengue no Rio Grande do Sul. Mais de 1/3 deles foram confirmados: 1.278, no total. O que acende o alerta da Secretaria Estadual de Saúde (SES-RS) é que 1.069 deles, algo em torno de 28% do total, são casos autóctones, ou seja, adquiridos dentro do território gaúcho.

Segundo o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS/RS), isto não foi identificado nos primeiros oito meses do ano tanto em 2018 como em 2017. Desde 2016 não era registrado um caso autóctone até a semana 35.

No ano passado, por exemplo, apenas 20 casos foram confirmados, e todos foram importados. Em 2019, já são 43 cidades com, pelo menos, um caso confirmado da doença desenvolvido ali mesmo.

"Nos outros anos, não tivemos praticamente dengue aqui. Então, as pessoas imaginaram que tivesse acabado", afirma Lúcia Mardini, coordenadora da Vigilância Ambiental em Saúde. "A população fica esperando que alguém venha à sua casa resolver o problema. É uma questão muito séria. Precisa que todo mundo esteja atento. O mosquito é muito democrático: atinge bairros pouco organizados e outros muito organizados."

A maioria dos casos confirmados foi em Porto Alegre ou cidades da Região Metropolitana, como Canoas e Esteio. No entanto, municípios do norte, como Ijuí, Três Passos e Sarandi, tiveram altos índices da presença da doença.

Além disso, a SES destaca que 372 municípios gaúchos estão infestados pelo mosquito Aedes aegypti.

Mais da metade dos casos (51,8%), no entanto, foram descartados após exames em laboratórios. Outros 131 (3,5%) ainda estão sob investigação.

Por ser uma doença sazonal, este não é um período de pico da doença. Os casos de dengue costumam aumentar em meses mais quente, como entre novembro e maio. De qualquer maneira, o ano de 2019 já é o terceiro com mais casos notificados na década.

"A gente tem um aumento de casos na Região Sul, que é um fenômeno, o mosquito se aclimatando. Nenhuma cidade pode dizer que não vai ter", afirma o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

( Fonte: G1-RS)

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