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RS precisa de R$ 1,6 bilhão para levar luz trifásica à propriedades rurais

Secretário afirma que energia elétrica é fator limitador do crescimento da agropecuária no Estado Secretário afirma que energia elétrica é fator limitador do crescimento da agropecuária no Estado

O Rio Grande do Sul necessita de R$ 1,6 bilhão para levar luz trifásica para atender todas as propriedades rurais do interior gaúcho. O anúncio foi feito pelo secretário de Minas e Energia, Lucas Redecker, que nesta segunda-feira participou do seminário “Energia: A qualidade que o Brasil precisa”, realizado na Assembleia Legislativa. Um levantamento da secretaria mostra que existem 161 mil quilômetros de rede de energia elétrica no Estado. Deste total, apenas 59 mil quilômetros são trifásicas. No entanto, Redecker disse aos produtores rurais que razão da situação econômica que o Estado vive hoje, o Executivo gaúcho não tem condições de arcar sozinho com o valor. “Estamos elaborando um projeto que será integrado com a secretaria da Agricultura e Pecuária para buscar um financiamento externo para obtenção dos recursos”, explicou. Segundo ele, o governo estadual pode entrar com 20% a 30% dos recursos para desenvolver o projeto de luz trifásica para as propriedades rurais. O secretário da Agricultura e Pecuária, Ernani Polo, disse que hoje a energia elétrica é um fator limitador do crescimento da agropecuária no Rio Grande do Sul. “O que não podemos deixar acontecer é que falte energia elétrica para que o produtor rural possa trabalhar”, ressaltou. Durante o seminário, o deputado Adolfo Brito (PP), presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo, apresentou o programa “Energia: A qualidade que o Brasil precisa” que pretende melhorar a qualidade da energia no Estado e no país com a construção de redes bifásicas e trifásicas, além da reforma das monofásicas existentes. Segundo ele, a proposta é semelhante ao antigo programa Luz para Todos. Pela proposta do deputado, os recursos financeiros para a execução de melhorias nas redes atuais (necessidade de troca de transformadores e postes) e construção de novas redes de distribuição bi e trifásicas seria compartilhada entre investidores, distribuidoras), União e governo do Estado. Os municípios participariam com projetos técnicos com informações sobre a necessidade de carga. Conforme Britto, por exemplo, nos municípios de Agudo, Ibarama, Portão e Arroio do Tigre, os integrantes da comissão receberam reclamações dos moradores devido a precariedade das redes de distribuição. “Temos cidades em que os postes de madeira estão em péssimo estado de conservação, também há falta de manutenção nas fiações e a necessidade de podas de árvores localizadas às margens e abaixo das fiações”, destacou.  (Nelson Buzatto) 

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