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Rejeitos de garimpos são utilizados na pavimentação de estradas

Segundo a Administração Municipal a brita oriunda dos rejeitos de garimpos gera um material mais homogêneo e de maior durabilidade
PAULO ROBERTO RODRIGUES  /  DIVULGAÇÃO PAULO ROBERTO RODRIGUES / DIVULGAÇÃO

A utilização de pedra britada, obtida a partir de rejeitos de rochas de garimpos localizados no interior de Frederico Westphalen é intensificada no trabalho de pavimentação das estradas de chão batido. Nos últimos dias foram recuperados trechos das estradas das localidades de Getúlio Vargas, São João do Porto, Santos Anjos, Alto Alegre, Dal Canton, Osvaldo Cruz, São José, Linha Balzan, Pedra Lisa e distrito de Castelinho. Segundo o secretário da Agricultura, Cleber Cerutti a iniciativa de utilizar os rejeitos oriundos dos locais onde são extraídas pedras preciosas (jazidas) proporciona redução de custos para o município e contribui para a preservação ambiental. “No município temos vários locais onde são extraídas as pedras preciosas, especialmente nas localidades de Linha Progresso, São João do Porto e Linha São Paulo e é destes locais que durante o trabalho de garimpagem surgem os rejeitos, as rochas transformadas depois em brita”, explica.

Cerutti disse que recentemente foram revestidos com brita mais de 6 km de estradas e utilizadas 90 cargas de caminhão do produto. “Utilizando o britador móvel do município produzimos 100 metros cúbicos de material, o que garante a pavimentação de vários trechos de estradas", afirma. Segundo a Administração Municipal a brita oriunda dos rejeitos de garimpos gera um material mais homogêneo e de maior durabilidade, se comparado ao cascalho normalmente utilizado na melhoria das estradas da zona rural. Outra vantagem é que o material é gratuito. Além disso, o aproveitamento dos rejeitos é uma ação em favor do meio ambiente, já que as rochas retiradas dos garimpos ficam depositadas nas proximidades das jazidas, sem uma destinação correta e efetiva.

Coogamai

O presidente da Cooperativa de Garimpeiros do Médio Alto Uruguai (Coogamai), com sede em Ametista do Sul, Izaldir Sganzerla disse que seis britadores são utilizados na região, no trabalho de produção de brita, a partir dos rejeitos dos garimpos. “Nos oito municípios onde funcionam garimpos, com certeza temos milhões de toneladas de rochas/rejeitos acumulados, sem aproveitamento e a iniciativa das prefeituras de iniciar esse processo é extremamente louvável”, observa.

Sganzerla afirma que, além da utilização na melhoria das estradas as rochas retiradas dos garimpos poderiam ser transformadas e utilizadas na construção civil e também e, em forma de pó, na adubação das lavouras, já que é um material que possui muitos nutrientes. “Quem sabe um dia se transformem em realidade projetos inovadores que proporcionem o aproveitamento das rochas retiradas dos garimpos, em meio as quais são encontradas as pedras preciosas”, afirma. Com informações do Correio do Povo.

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