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Por que o céu não está azul?

Especialista explica o que motiva o fenômeno em FW e região
FOTO - Eder Calegari FOTO - Eder Calegari

A semana começou estranha para quem mora na região de Frederico Westphalen no que diz respeito à nebulosidade. Desde a terça, 10, a presença de uma pluma de fumaça – assim chamada pelos especialistas – encobrindo o céu, pôde ser notada, bem como o sol alaranjado, característica de poluição. Muitas pessoas se questionam se o fenômeno foi causado pelas queimadas na Amazônia, que entre os dias 1º e 9, já registrou mais de 30 mil focos de incêndio.

O professor da disciplina de Incêndios Florestais, do curso de Engenharia Florestal da UFSM-FW, Edner Baumhardt explica que nesta época, a presença de uma série de massas de ar seco no meio do continente sul-americano, que abrange o norte da Argentina, Bolívia e Paraguai, e ainda os Estados brasileiros de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia favoreceu focos de incêndios.

– Analisando imagens de satélite da Nasa hoje, uma pluma de fumaça atingiu o oeste do sul do país, ou seja, a região de São Miguel do Oeste (SC), Frederico Westphalen e poderá chegar até Panambi, no Rio Grande do Sul –, detalha. Esta fumaça, conforme explica o professor, está entre 2Km e 5Km de altura, por isso, as pessoas visualizam o sol alaranjado, enxergam e sentem o cheiro da fumaça.

– A pluma de fumaça chegou ontem e não sabemos até quando vai permanecer, o que depende da força dos ventos –, finalizou.

*Márcia Sarmento - jornalista - Folha do Noroeste

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