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Piratini deve recorrer a empréstimos para enfrentar crise, diz Feltes

Secretário da Fazenda participou de audiência na Assembleia. Situação financeira do Estado foi apresentada aos deputados. Secretário da Fazenda participou de audiência na Assembleia. Situação financeira do Estado foi apresentada aos deputados.

O secretário da Fazenda, Giovani Feltes, participou de uma audiência na Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle da Assembleia Legislativa na manhã desta quinta-feira (7). O secretário apresentou números da situação financeira do estado e disse que o governo deve recorrer a novos empréstimos internacionais para enfrentar a crise.“O fluxo de caixa do Rio Grande do Sul não é em homenagem ao Internacional, mas é vermelho todos os dias, até o dia 31 de dezembro e nos anos seguintes. E na realidade em que nós estamos, seguramente vamos ter que pedir muito caridosamente para qualquer órgão financeiro, até mesmo internacional, para que eles nos emprestem dinheiro”, disse Feltes.O secretário falou das despesas com a folha de pagamento do funcionalismo, da situação dos precatórios, dos saques dos depósitos judiciais realizados pelos últimos quatro governos, do rombo da Previdência, da dívida com a União, entre outros itens. E confirmou que o défict do Estado em 2015 será de R$ 5,4 bilhões, conforme já divulgado pelo governo.Líder do governo Sartori na Assembleia, o deputado Alexandre Postal (PMDB), elogiou a fala de secretário. Segundo o deputado, o governo Sartori tem sido transparente sobre a situação financeira do estado. “O secretário Giovani andou pelo Rio Grande mostrando a situação das finanças, convidou todas as bancadas para irem à secretaria”, disse Posta à rádio da Assembleia.Já o líder da bancada do PT, deputado Luiz Fernando Mainardi, disse que a explanação do secretário evidenciou que a crise economia do estado não é nova. Mas ele discordou de alguns números apresentados e acusou a bancada governista de atribuir a culpa pela crise ao governo passado, de Tarso Genro (PT). "O segundo elemento importante é que o governo atual faz um diagnóstico, mas não diz como vai encarar o problema”, afirmou, também à rádio do Legislativo. (Nelson Buzatto) 

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