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Piratini deve intensificar articulações em Brasília após votação na AL

A situação será distinta em relação aos projetos que serão encaminhados ao Parlamento a partir de agosto
Alina Souza / CP Memória Alina Souza / CP Memória

Vencida a etapa da obtenção de aval Legislativoàs privatizações da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), Companhia Riograndense de Mineração (CRM) e Sulgás, o Piratini irá intensificar agora as articulações, em Brasília, visando à adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal. Por aqui, há ainda mais uma pauta a ser enfrentada antes do início do recesso parlamentar, que começa no dia 15. Na próxima terça-feira, dia 9, será votado em plenário o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Neste ano, as discussões sobre o texto serão marcadas por maior polêmica devido à não previsão de ampliação dos recursos aos demais poderes para cobrir sequer o crescimento vegetativo da folha. 

Os debates sobre a LDO e os relativos às privatizações, e os placares obtidos nas votações, no entanto, não podem ser considerados parâmetro ou termômetro para o que está por vir, a partir de agosto. Em pouco mais de seis meses de governo, apesar do percalço temporário no episódio dos indicados para a diretoria do Banrisul, o governador Eduardo Leite (PSDB) e seus articuladores vêm acumulando vitórias. 

No caso das vendas de estatais, além de uma composição da Assembleia mais favorável à bandeira das privatizações, Leite enfrentou um cenário facilitado pelo longo e exaustivo debate mantido durante os quatro anos de governo do antecessor José Ivo Sartori (MDB), que não teve êxito nestas matérias. 

A situação será distinta em relação aos projetos que serão encaminhados ao Parlamento a partir de agosto. Elaborados pela equipe técnica de Leite, os textos não foram debatidos anteriormente e terão carimbo exclusivo da administração tucana. Entre as propostas, estão as de alterações na Previdência e nas carreiras dos servidores, com foco em pelo menos duas categorias numerosas e mobilizadas, de áreas essenciais: segurança pública e educação. O clima promete estar ainda mais tensionado, e os deputados mais suscetíveis a pressões em função da proximidade cada vez maior das eleições municipais de 2020. 

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