Ouça Agora

95.9 FM / AM 1160

PIB do Rio Grande do Sul recua 1,3% no primeiro trimestre, aponta FEE

Comércio teve pior resultado das pesquisas realizadas desde 2002 Comércio teve pior resultado das pesquisas realizadas desde 2002

O Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul fechou o primeiro trimestre com recuo de 1,3% quando comparado com o mesmo período do ano anterior. O dado foi divulgado na manhã desta terça-feira pelos economistas da Fundação de Economia e Estatística (FEE). A queda no desenvolvimento da indústria foi um dos fatores principais para o resultado negativo. Isso porque, o setor teve sua quarta queda consecutiva, com uma taxa negativa de 6,9%. A agropecuária e os serviços cresceram 1,1% e 0,5% respectivamente. No acumulado dos 12 meses, a variação foi negativa de 1,4%, com decréscimo de 2,8% dos impostos. A variação positiva foi apenas dos serviços com apenas 0,2%. No primeiro trimestre de 2015, os maiores aumentos foram com o arroz (1,9%) e com a soja (15,9%), enquanto a maçã caiu 13,6%, devido a falta de chuvas e o calor elevado. Esses foram os motivos para uma safra boa de uva o que influenciou a produção de bebidas, um dos destaques da indústria. A queda na fabricação de máquinas e equipamentos foi a mais expressiva, de -24,3%. “Isso pode estar relacionado à redução da liberação de créditos”, acredita o coordenador do Núcleo de Contas Regionais da FEE, Roberto Rocha. Nas atividades comerciais, os artigos farmacêuticos e cosméticos tiveram aumento de 2,5%, enquanto a venda de veículos e peças caiu 17,9%, vestuários e calçados recuaram 11,5%. O comércio teve o pior resultado das pesquisas realizadas pela FEE desde 2002. “Esse indicador está relacionado a itens como redução das operações de crédito, redução de rendimentos reais, aumento da taxa de desocupação e a redução da criação de empregos formais”, ressalta Rocha. Para o presidente da FEE, Igor Morais, os resultados mostram a continuidade da desaceleração econômica, mas o segundo semestre do ano deve ser o início da reversão do quadro. “Acredito que devemos iniciar a recuperação no segundo semestre. Hoje as empresas estão reajustando seus estoques, com a redução da produção e férias coletivas, mas o terceiro trimestre deve ser de retomada dos processos de produção para as vendas de final de ano”, prevê. (CP) Lucas Faustino

Mais notícias