Ouça Agora

95.9 FM / AM 1160

PF faz operação contra grupo investigado por tráfico de drogas, sonegação fiscal e organização criminosa no RS

Estão sendo cumpridos três mandados de prisão e cinco de busca e apreensão em Santa Cruz do Sul. Até as 10h, duas pessoas haviam sido presas.

A Polícia Federal, com apoio da Polícia Civil e da Brigada Militar, realiza na manhã desta terça-feira (11) uma operação em Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, no Rio Grande do Sul. A ação, chamada de Cartão Vermelho, tem o objetivo de combater um grupo investigado por tráfico de drogas, lavagem de capitais, sonegação fiscal e organização criminosa.

Estão sendo cumpridos três mandados de prisão e cinco de busca e apreensão no município. Até as 10h, um homem e uma mulher haviam sido presos.

As autoridades conseguiram quebras de sigilo bancário, sequestro de contas e restrições de veículos usados pelo grupo. Segundo estimativa da PF, o dinheiro movimentado pela organização, por meio de roubos, contrabando, exploração de jogos e tráfico de drogas, supera R$ 500 mil ao mês.

A polícia informou que as investigações iniciaram em outubro de 2018, quando chegou a informação de que um automóvel estaria transportando drogas para serem distribuídas na região. Policiais federais realizaram uma abordagem ao veículo, mas não localizaram a droga.

Três homens estavam no carro e transportavam R$ 28 mil em dinheiro. Um deles informou que era atleta profissional de futebol e que os valores tinham vindo dessa atividade, mas não apresentou provas dessa condição, por isso, a operação recebeu o nome de Cartão Vermelho.

O veículo apresentava indícios de já ter sido usado para transporte de drogas, conforme foi detectado por um cão farejador. Os três homens foram liberados, o veículo foi retido e o dinheiro depositado em conta judicial, iniciando assim o trabalho de investigação da Polícia Federal.

A apuração da PF indicou que um dos homens que estava no veículo teria assumido o posto de braço-direito do líder de uma facção criminosa que atua na região, após a prisão de integrantes do grupo na Operação Cúpula, da Polícia Civil.

O inquérito policial também identificou que contas bancárias eram usadas para depósitos para pessoas físicas e empresas localizadas nos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo, provavelmente para pagamento de fornecedores de armas e drogas.

 

 Foto: Divulgação/PF

Mais notícias