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OMS nomeia novo coronavírus de "Covid-19"

Denominação foi escolhida por ser "fácil de pronunciar"

O novo coronavírus será oficialmente chamado de "Covid-19", anunciou nesta terça-feira o diretor geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Genebra. Esse nome substitui o de 2019-nCoV, decidido provisoriamente após o início da doença. O novo nome foi escolhido por ser "fácil de pronunciar", mas sem referência "estigmatizante" a um país ou a uma população em particular, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus.

O novo coronavírus já matou mais de mil pessoas na China continental, e o fato de ultrapassar essa barreira simbólica levou a OMS a alertar a "ameaça muito séria" que a epidemia representa para o mundo inteiro. A primeira morte foi anunciada em 11 de janeiro. Desde então, a epidemia matou 1.016 pessoas na China continental, de acordo com um balanço oficial divulgado nesta terça-feira. Nas últimas 24 horas, as autoridades de saúde chinesas anunciaram 108 mortes. É o balanço diário mais elevado desde que a epidemia surgiu.

No entanto, e como aconteceu na semana passada, o número diário de contaminados (2.478 nas últimas 24 horas) diminuiu em relação à segunda-feira. No total, desde o início do surto, mais de 42.000 infectados foram contabilizados. "Com 99% dos casos na China (a epidemia) continua sendo uma emergência real para este país, mas também é uma ameaça muito séria para o resto do mundo", alertou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, na abertura de uma reunião de cerca de 400 cientistas em Genebra destinada a deter a epidemia. O chefe da OMS pediu a todos os países que mostrem "solidariedade" compartilhando as informações que possuem, algo essencial para o avanço da pesquisa científica.

Na quinta-feira em Bruxelas, os ministros da Saúde europeus também se reunirão para tentar coordenar uma estratégia comum para aliviar a epidemia. E a OMS enviou uma missão à China, liderada por Bruce Aylward, especialista na luta contra o ebola. 

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