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No Uruguai, Leite analisa possibilidades portuárias para reduzir custos logísticos do RS

Entre os projetos que estão nos planos do governo do Estado, está o estabelecer a travessia de cabotagem internacional
Mauren Xavier / Especial Mauren Xavier / Especial

No primeiro dia de viagem oficial ao Uruguai, o governador Eduardo Leite participou de encontros para ampliar a articulação com o país vizinho, especialmente no que refere-se à logística. O primeiro encontro foi com o presidente da Associação Nacional de Portos, Alberto Dias, em que foram discutidas possibilidades na área de infraestrutura e do funcionamento das estruturas no país vizinho.  

Entre os projetos que estão nos planos do governo do Estado, está o estabelecer a travessia de cabotagem internacional (navegação de carga envolvendo portos dois ou mais países) no Porto de Porto Alegre até o final do ano. Segundo o superintendente de Portos, Fernando Estima, o governo oferecerá as condições para viabilizar as operações. Atualmente, esse tipo de operação é feita pelo porto de Rio Grande.  A previsão é tentar ter uma navegação entre Uruguai e Rio Grande do Sul, passando por Rio Grande e chegando a Porto Alegre. 

O governador avalia que ampliar as operações das hidrovias é um caminho fundamental para reduzir os custos de logística do Estado, frequente crítica de empresários. Ainda neste sentido,  ele conheceu, na tarde desta terça-feira, uma embarcação da empresa ISL, no Porto de Montevidéu. Pelas suas características, a embarcação pode chegar a portos que tenham acessos de pouca profundidade, como é o caso do porto de Capital. Além disso, permite o embarque de veículos, como caminhões 'cegonhas', no caso de transporte de veículos. 

Um exemplo de potencial beneficiário está a empresa Toyota, que tem uma unidade em Guaíba e, atualmente, distribui a sua frota totalmente por vias terrestres. Assim, poderá ampliar a distribuição no Mercosul, cita o superintendente. Mas o benefício pode ser no outro sentido também. Presente na visita ao porto, o diretor de operações industriais da Kia, João Pessoa do Nascimento Júnior, ressaltou que parte dos veículos produzidos são comercializados para o Brasil. E desse total, 70% são para as regiões Sul e Sudeste. Porém, atualmente, os automóveis são levados até o porto de Vitória (Espírito Santo), onde depois são distribuídos por vias terrestres. A possibilidade parada em Porto Alegre pode ser interessante para a empresa.  

Ainda no Uruguai, o governador encontrou-se com o diretor nacional de logística do Ministério dos Transportes e Obras Públicas do Uruguai, Plablo Genta, em que foram discutidos projetos entre os dois países, como potencializar hidrovias e as operações do aeroporto de Rivera.  No final do dia, ainda conheceu o projeto de governo digital, na Agência de Governo Eletrônico e Sociedade da Informação do Uruguai (Agesic). Segundo o secretário Cláudio Gastal, a ideia é articular que uma equipe do governo faça uma imersão nos sistemas desenvolvidos no Uruguai. 

A agenda segue nesta quarta-feira, com encontros na Associação de Marketing do Uruguai, com a presidência do país e com o Banco de Desenvolvimento da América Latina, além de encontro com o chanceler do país, Rodolfo Nin Novoa. 

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