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Na contramão do País, indústria gaúcha cresce 1% em março, diz IBGE

No Brasil, houve recuo de 1,3%, segundo dados divulgados nesta quarta

No recuo de 1,3% da indústria nacional em março, nove dos 15 locais pesquisados tiveram taxas negativas. Contudo, na contramão deste dado, o Rio Grande do Sul teve crescimento de 1% no mês, de acordo com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgadas nesta quarta-feira. O avanço em solo gaúcho foi impulsionado pelas atividades de bebidas e veículos automotores, reboques e carrocerias. Ao todo, foram analisados 232 produtos no Estado.

O setor de bebidas, que inclui vinhos de uva, cervejas, chope e refrigerantes cresceu 2,35%, enquanto o de veículos automotores, reboques e carrocerias teve aumento de 1,24%. Além desses, couro, artigos para viagem e calçados fecharam o mês com diferença positiva de 0,72% e produtos de metal – inclusive Máquinas e Equipamentos – com 0,92%. A maior queda foi na indústria alimentícia, - 2,15%. Entre os produtos de maior influência estão os sucos concentrados de frutas, resíduos da extração de soja, leite esterilizado, arroz descascado branqueado, carnes de bovinos frescas ou refrigeradas e óleo de soja em bruto.

No acumulado para o período janeiro-março de 2019, frente a igual período do ano anterior, dez dos 15 locais pesquisados tiveram quedas, com destaque para o Espírito Santo (-8,5%). Amazonas (-5,1%), Mato Grosso (-5,0%), Região Nordeste (-4,4%), Bahia (-3,5%), São Paulo (-2,6%), Minas Gerais (-2,5%) e Pernambuco (-2,4%) também registraram taxas negativas mais intensas do que a média da indústria (-2,2%), enquanto Rio de Janeiro (-1,5%) e Pará (-0,7%) completaram o conjunto de locais com recuo na produção no fechamento dos três primeiros meses de 2019. Por outro lado, Paraná (7,8%) e Rio Grande do Sul (5,5%) tiveram os maiores avanços. Santa Catarina (2,8%), Goiás (2,3%) e Ceará (0,3%) também mostraram taxas positivas.

Queda nacional em março

Em março, Pará (-11,3%) e Bahia (-10,1%) assinalaram recuos de dois dígitos e os mais acentuados. Região Nordeste (-7,5%), Mato Grosso (-6,6%), Pernambuco (-6,0%), Minas Gerais (-2,2%) e Ceará (-1,7%) também apontaram reduções mais elevadas do que a média nacional, enquanto São Paulo (-1,3%) e Amazonas (-0,5%) completaram o conjunto de locais com índices negativos. Por outro lado, Espírito Santo (3,6%), Rio de Janeiro (2,9%) e Goiás (2,3%) assinalaram os avanços mais intensos nesse mês. As demais taxas positivas foram registradas por Paraná (1,5%), Santa Catarina (1,2%) e Rio Grande do Sul (1%).

 

 

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