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MP pede afastamento de prefeito de Não-Me-Toque suspeito de assédio sexual

Segundo o promotor, o suposto assédio gera improbidade administrativa

O prefeito Armando Carlos Roos (PP) é alvo de uma ação civil pública de improbidade administrativa ajuizada pela Promotoria de Justiça de Não-Me-Toque, em sequência às denúncias de servidoras que afirmam que ele oferecia cargos e benefícios públicos em troca de sexo, sendo que uma das denunciantes filmou o suposto assédio, cujo vídeo foi divulgado em abril deste ano. As informações são da Rádio Gaúcha.

A ação encaminhada ao Judiciário na semana passada é do promotor Leandro Tatsch Bonatto, autor também de pedido de liminar para afastamento do prefeito. Segundo o promotor, o suposto assédio gera improbidade administrativa.

Da parte da defesa do prefeito até o dia de ontem (09) não haviam recebido aviso do Judiciário sobre a ação de afastamento.

Além desta ação, o prefeito responde criminalmente a um inquérito coordenado pela Procuradoria dos Prefeitos do MP, com sede em Porto Alegre, que segue em aberto. Também há um processo aberto contra ele na câmara de vereadores de Não-Me-Toque que pode resultar em sua cassação, e cujo prazo termina em 14 de agosto.

As acusações

A primeira denúncia é referente a um fato que teria ocorrido em 2017 e a servidora de carreira do município procurou a Polícia Civil para denunciar que o prefeito a rebaixou de cargo, fazendo com que ganhasse menos, por não aceitar um pedido de cunho sexual feito por ele.

O episódio seguinte surgiu com a divulgação de um vídeo no qual uma mulher grava conversa com o prefeito. Ela trabalhou na prefeitura de Não-Me-Toque em um cargo comissionado e de acordo com a denúncia, em troca da vaga o prefeito teria pedido favores sexuais.

 

Após a divulgação das imagens o prefeito declarou em nota oficial que uma "suposta vítima utilizou-se da confiança do prefeito para gravar o referido vídeo, e somente um ano depois vem a público divulga-lo, após a sua exoneração".

 

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