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Menos de 50% dos jovens de até 19 anos concluiu o ensino médio no RS

Apenas 48,8% terminaram ciclo na idade adequada, aponta pesquisa.Educadores alertam para distância entre a escola e a realidade dos alunos. Apenas 48,8% terminaram ciclo na idade adequada, aponta pesquisa.Educadores alertam para distância entre a escola e a realidade dos alunos.

Mais da metade dos jovens gaúchos de até 19 anos não terminaram o ensino médio no ano passado no Rio Grande do Sul, aponta um levantamento divulgado nesta segunda-feira (8) pelo movimento Todos pela Educação. A distância entre as matérias ensinadas em sala de aula e a realidade dos alunos é uma das explicações para o desinteresse dos adolescentes pela escola, como mostra a reportagem do RBS Notícias (veja o vídeo). Conforme o levantamento, apenas 48,8% dos jovens de 19 anos concluíram o ensino médio na idade adequada no ano passado. O resultado está abaixo da média brasileira, que foi de 54,3%. O desinteresse e o ingresso precoce no mercado de trabalho estão entre os motivos para o abandono escolar, segundo educadores. “[A escola] tem que chegar mais perto do século XXI. Aposto que até aqui em Porto Alegre ainda devemos ter escola que é só giz e quadro. Ainda não saímos do século XX. Então esse descompasso, a gente vai ter que investir e colocar mais ou menos em pé de igualdade para que possamos falar a mesma língua”, diz a presidente do sindicato dos professores do estado (Cpers), Helenir Oliveira. Já a distorção entre a idade e a série vem diminuindo desde 2007, segundo aponta o levantamento. Mas os dados ainda preocupam. No estado, 28% dos estudantes do ensino médio não estão na série correspondente à idade, índice que já foi de 33%. E o motivo é a reprovação. O jeito encontrado pelo governo para atrair os alunos foi mudar o currículo. O resultado, segundo a Secretaria da Educação, é que a taxa de abandono caiu para 10% e a de reprovação para 16%. “A reforma do ensino médio ampliou a carga horaria de 2,4 mil horas para 3 mil horas nos três anos e introduziu a pesquisa, a interdisciplinaridade. Os professores começaram a trabalhar por área do conhecimento e cada vez mais trabalham em conjunto”, defende o secretário Jose Clovis de Azevedo. Estudante do 1º ano do ensino médio, Julia Montenegro da Silva Velho decidiu pesquisar porque tantos jovens desistem da escola e chegou a uma conclusão importante. “Eu descobri que a família influencia muito na hora do aluno, no caso do rendimento escolar dele, ficar na escola, dele ter continuidade na vida estudantil ou não. No caso da motivação, naquele auxilio, de sempre estar presente, ajudar os filhos a realizar suas atividade na hora de provas”, conta a estudante. (Nelson Buzatto) 

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