Ouça Agora

95.9 FM / AM 1160

Leite defende privatizações para quitar dívidas: "não adianta forçar investimentos sendo caloteiro"

Governador explicou que verba recebida com venda de estatais será usada para cobrir passivos

O governador Eduardo Leite defendeu que as privatizações de empresas dos setores financeiro, de energia e de saneamento vão possibilitar a modernização do Rio Grande do Sul o encaminhamento de “resoluções para os problemas do passado”. Neste sentido, o tucano defendeu que os recursos de alienação de ativos oriundos dessas medidas não serão utilizados para custeios, mas para a quitação de passivos, conforme o Plano de Recuperação Fiscal. "Você não pode vender um patrimônio para colocar no custeio. Não adianta forçar investimentos sendo caloteiro, tem que quitar as dívidas com quem oferece serviços ao Estado", argumentou em entrevista ao programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba.

“Tenho o compromisso de que recursos de privatizações não sejam colocados no presente. Isso já aconteceu no passado e foi uma fórmula que deu errado. Estamos defendendo que as privatizações sejam feitas pela oportunidade de encaminhar resolução do nosso passado para que possamos investir recursos no futuro. É fundamental nos desprendermos no passado, há um fantasma nos assombrando que nos impende de ir para frente”, avaliou.

Citando a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) como exemplo, Leite argumentou que, no momento em que ela foi criada, o Rio Grande do Sul vivia outra conjuntura. “Era outro momento, com outras leis e dinâmicas. Então, fazia sentido ingressar nesse setor”, disse, avaliando que a privatização é necessária para a maior eficiência dos serviços prestados.

O tucano considerou que, “com o Estado no vermelho”, não é simples manter uma política de investimento com a velocidade necessária com a modernização desses setores. “Há diversos fatores, como instabilidade nos serviços públicos, que geram ineficiência que fazem com o povo pague a conta. Já são mais de R$ 1 bilhão de dívidas em ICMS para o Estado”, considerou. “É difícil ser bem administrada quando trocam os seus administradores a cada quatro anos. Além de benefício fiscal, conduzirá a uma política que gerará empregos.

Questionado sobre essa promessa de novas vagas de trabalho, o governador afirmou que não existe uma solução mágica nem será uma atitude de governo que resolverá a questão. “É uma série de medidas articuladas em termos de modernização da economia que gera ambiente para desenvolvimento econômico. Observamos investidores aguardando se haverá reforma da previdência ou não que anime esses investimentos privados. Se o brasil manter um quadro de déficit fiscal, de desequilíbrio nas contas, isso significa mau pagamento por parte dos Estados, e a União mantendo ou buscando juros elevados para tender ao risco do país quebrar e buscar recursos. Tudo isso interfere na economia de uma empresa estatal”, avaliou.

 

 Foto: Itamar Aguiar / Palácio Piratini 

Mais notícias