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Leite adulterado no RS chegou à mesa do consumidor diz MP

Esquema de adulteração foi descoberto no município de Esmeralda.Quatro pessoas ligadas a transportadora foram presas preventivamente. Esquema de adulteração foi descoberto no município de Esmeralda.Quatro pessoas ligadas a transportadora foram presas preventivamente.

O Ministério Público (MP) diz que o leite adulterado por uma transportadora no município de Esmeralda, no Rio Grande do Sul, chegou à mesa do consumidor. Quatro pessoas foram presas nesta quinta-feira (17) durante a nona etapa da Operação Leite Compensado.Conforme as investigações, iniciadas há quatro meses, o proprietário da empresa e quatro motoristas adicionavam bicarbonato de sódio ao leite cru, muitas vezes já estragado. O objetivo era aumentar o volume do produto final, evitar a perda do leite em deterioração e passar nos testes de laboratório das indústrias.O leite adulterado chegou a ser processado por uma indústria de laticínios na cidade de Água Santa, no Noroeste do estado, e distribuído para outras regiões. As marcas que provavelmente venderam o produto e o destino ainda estão sendo investigados. Segundo o MP, a empresa não está envolvida na fraude."O Ministério da Agricultura, através de seus fiscais, está fazendo já a rastreabilidade desses produtos para saber o destino posterior dele, para qual laticínio foi, que produto foi feito. Nos próximos dias vamos ter essa informação mais completa”, diz o promotor Alcindo Luz Basto da Silva Filho.Na casa do transportador Marcio Fachinello, em Esmeralda, nos Campos de Cima da Serra, o MP encontrou bicarbonato de sódio, além de outras substâncias que mascaravam a adição de água. O empresário é suspeito de mandar os motoristas adulterarem o leite. Ele garante que não tem culpa.“Acredito que não. Se eu tiver eu vou responder, mas acredito que não. Se eu tivesse [culpa] eu estaria com os caminhões pagos, não teria a casa financiada e teria coisas dentro de casa. Não tenho nada”, disse Márcio.Um dos três motoristas presos durante a operação, disse que o transportador ordenava que os funcionários adicionassem produtos ao leite cru. A empresa recolhia entre 40 e 50 mil litros de leite cru diariamente junto aos produtores de vários municípios da região.“Ele [Márcio] mandava colocar quando o leite era mais velho, sabe? Ele mandava colocar um pouquinho disso daí e um pouquinho dágua. Eu nem sei para que serve isso aí, se era para o leite não estragar”, declarou o motorista Tiago da Luz Pereira. Quatro caminhões da transportadora, sacas de bicarbonato de sódio e documentação que comprova a venda de leite adulterado foram apreendidos. Os outros dois presos preventivamente foram identificados como Claudiomir Rodrigues de Souza e João Paulo Alves da Silva. Segundo o MP, os quatro suspeitos poderão responder por crime organizado e crime de adulteração de produto alimentício. (Nelson Buzatto) 

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