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Justiça mantém júri do caso Bernardo em Três Passos

Magistrada entendia que a transferência para Porto Alegre era necessária para garantir a ordem pública
Fotos: Reprodução / Arte: G1 Fotos: Reprodução / Arte: G1

A 1ª Câmara Criminal de Porto Alegre decidiu manter o júri dos réus acusados pela morte de Bernardo Boldrini em Três Passos. A juíza de direito Sucilene Engler Werle, titular da 1ª Vara Criminal da Comarca da cidade da Região Celeiro, havia pedido a transferência do julgamento do caso para a capital alegando que a estrutura do Foro trespassense é considerada modesta para receber uma audiência de grande proporção. A alegação também leva em conta medidas protetivas e de imparcialidade. O pedido foi negado nesta quarta-feira, 7, mas cabe recurso.

A data do julgamento dos quatro réus ainda não foi definida. O “caso Menino Bernardo” comoveu o país há quatro anos, sendo que, de acordo com a investigação, a criança de 11 anos foi morta com uma superdosagem da medicação midazolam, aplicada pela madrasta Graciele Ugulini. O pai do menino, Leandro Boldrini, teria sido o mentor do crime. Os irmãos Edelvânia Wirganovicz e Evandro Wirganovicz são acusados de terem colaborado para enterrar o corpo da vitima no interior de Frederico Westphalen, distante cerca de 80 km de Três Passos, onde a família de Bernardo residia. A criança foi encontrada 10 dias depois da morte, envolta em um saco plástico, onde havia sido enterrada.

O extenso processo possui 39 volumes e 8.190 páginas, sendo que mais de 50 testemunhas foram ouvidas no período. O réus serão julgados pelos crimes de homicídio quadruplamente qualificado (Leandro Boldrini e Graciele Ugulini), triplamente qualificado (Edelvânia Wirganovicz) e duplamente qualificado (Evandro Wirganovicz), além de ocultação de cadáver. Ainda, Boldrini também responde por falsidade ideológica. Os quatro acusados seguem presos desde 2014.

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