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Investigados por explosões de bancos são presos em ação no RS

Entre os três presos está o líder do grupo, segundo delegado Joel Wagner.Foram apreendidos explosivos, armas e munições na operação Entre os três presos está o líder do grupo, segundo delegado Joel Wagner.Foram apreendidos explosivos, armas e munições na operação

Três integrantes de uma quadrilha que atua principalmente em assaltos a banco com uso de explosivos foram presos em operação do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) no fim da noite de quarta-feira (6) em Nova Hartz, no Vale do Sinos, no Rio Grande do Sul. De acordo com o delegado Joel Wagner, entre eles está o líder do grupo, apelidade de "João das Couves", de 51 anos."Ele é contemporâneo do Seco (assaltante de bancos e carros-fortes), suspeito também de ataques a carro-forte, já foi preso, tem diversas passagens e estamos investigando se ele estava em saída temporária do regime semiaberto agora", destaca o delegado.A investigação do Deic já dura seis meses. Na noite de quarta, os policiais se dirigiram a um sítio no município, onde estavam quatro integrantes da quadrilha. Na chegada ao local, segundo o delegado, um dos homens conseguiu fugir para uma região de vegetação. Outros três foram presos e levados para a delegacia para registro do flagrante. Ainda não está definido para que presídio eles serão encaminhados. Foram apreendidos diversos materiais que indicavam que a quadrilha se preparava para um novo ataque. Conforme Joel Wagner, foram encontrados no sítio quatro fuzis, um alemão, um canadense e outro americano, além de outras armas, munições, três veículos, 6 kg de emulsão para explosão, três artefatos já prontos para serem usados, cordel detonante, coletes à prova de balas, toucas ninjas, miguelitos entre outros acessórios. "Foi uma das maiores apreensões de armas que já fizemos", garante o delegado.A investigação continua, segundo o delegado, para tentar identificar outros integrantes da quadrilha.Sobre o assaltante SecoJosé Carlos dos Santos, o Seco, foi preso em 2006 em Paverama, Região Central do estado, junto com um comparsa. Dias antes, ele havia participado do roubo de R$ 3 milhões de uma empresa de segurança em Santa Cruz do Sul. Ele cumpre pena na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc).Em junho de 2012, ele foi condenado a mais 21 anos e dois meses de prisão em julgamento realizado em Teutônia, por crimes como quatro tentativas de homicídio, porte de arma, receptação de veículo roubado e por uso de placa clonada. A pena foi somada a outros 184 anos de prisão. (Nelson Buzatto) 

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