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Inflação oficial fecha 2018 em 3,75%, abaixo da meta do governo

Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi divulgado nesta sexta-feira pelo IBGE
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A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou 2018 em 3,75%. Em 2017, ela havia ficado em 2,95%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  Em dezembro, o IPCA registrou inflação de 0,15%, taxa maior que a de novembro, que teve deflação de 0,21%. Em dezembro de 2017, o indicador havia registrado inflação de 0,44%.

A taxa ficou abaixo da meta da inflação definida pelo Banco Central — de 4,5% para o ano — e dentro da margem estipulada pelo governo, que varia de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, a inflação poderia ficar entre 3% e 6%.

Os preços de produtos e serviços dos grupos habitação, transportes e alimentos foram os que mais pesaram no bolso dos brasileiros em 2018. Os principais vilões foram passagem aérea, que subiu 16,92%; gasolina, com alta de 7,24%; e ônibus urbano (6,32%). Em seguida, aparecem os gastos com habitação (4,72%), que considera itens como energia elétrica — 8,7% mais pesada, em média, no bolso do brasileiro.

Os alimentos e bebidas também ficaram mais caros ao longo do ano, com taxa de 4,04%. O tomate (71,76%) foi o produto que ficou mais caro ao longo do ano, enquanto a farinha de mandioca (-13,26%) e o café (-8,22%) foram alguns dos itens que ficaram mais baratos.

Embora a educação, cujos cursos regulares tiveram reajuste médio de 5,68%, tenha registrado o maior índice acumulado em 2018, ela não tem tanta potência na formação da inflação geral. 

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