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Homem atira ratos em plenário da CPI da Petrobras

Deputados ouvem tesoureiro do PT, João Vaccari Neto Deputados ouvem tesoureiro do PT, João Vaccari Neto

No final da manhã desta quinta-feira, uma cena inusitada tumultuou o início da sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara dos Deputados. Um homem atirou ratos no plenário da comissão quando o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, acabara de chegar. O homem, ainda não identificado, foi detido por policiais legislativos. O episódio gerou discussão entre os deputados Jorge Solla (PT-BA) e Delegado Waldir (PSDB-GO), que foi acusado por Solla de envolvimento no episódio. “Você tem que provar!”, respondeu o deputado. Depois de pedir ajuda à segurança da Casa para retirar os ratos, o presidente Hugo Motta (PMDB-PB) deu prosseguimento aos trabalhos. Vaccari faz uma apresentação a respeito de seu papel no PT como arrecadador de recursos. Ele é ouvido na condição de investigado, com direito de ser assessorado por advogado. Ele também está desobrigado a se comprometer a dizer a verdade e de não ser preso pela CPI se se recusar a falar. Ele garantiu este direito na noite de ontem graças a um habeas corpus impetrado por ele junto ao Supremo Tribunal Federal e concedido pelo ministro Teori Zavascki. O tesoureiro do PT foi denunciado por lavagem de dinheiro pelo Ministério Público Federal (MPF) em decorrência do inquérito da operação Lava Jato, que investiga irregularidades e desvio de dinheiro em contratos da Petrobras. Segundo a denúncia apresentada à Justiça Federal pelo MPF, no Paraná, Vaccari participou de reuniões com o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque nas quais eram acertados os valores de propina que seriam transferidos ao PT como doações legais. O tesoureiro do PT nega as acusações e diz que todas as doações foram feitas de forma legal, registradas no Tribunal Superior Eleitoral. (CP) Lucas Faustino

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