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Governo lançará pacote para incentivar obras em maio

Programa de concessões de infraestrutura terá apoio do Banco Mundial Programa de concessões de infraestrutura terá apoio do Banco Mundial

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou em Washington, nos Estados Unidos, onde participou da reunião de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (Bird), encerrada neste domingo, que o governo brasileiro planeja lançar até maio um novo programa de concessões de infraestrutura. O programa está sendo elaborado pelo Ministério do Planejamento.Levy evitou falar em valores, mas lembrou que o setor privado investiu 200 bilhões de dólares (cerca de R$ 600 bilhões) nos últimos cinco anos no país, excluindo o setor de óleo e gás. “Nosso plano é apresentar, nas próximas semanas, uma visão global das áreas que estão disponíveis para concessões. Alguns dos programas estão mais avançados, outros menos. As pessoas podem esperar uma visão geral. Provavelmente, em algum momento em maio, devemos ter isso pronto”, disse. O ministro avaliou, ainda, que é importante ter mecanismos para financiar os projetos e que, para isso, está sendo feito um acordo com o Banco Mundial para ajudar nesse processo.O ministro se reuniu com mais de uma dezena de investidores estrangeiros em infraestrutura na sede do Bird, na última quinta-feira. “A reação foi muito positiva”, garantiu. A atração de investimentos para a infraestrutura brasileira é um desafio ao governo neste momento em que grandes empreiteiras brasileiras, tradicionais empreendedoras do setor, estão sob investigação da Operação Lava Jato. Segundo Levy, o programa de concessões é parte de um novo ciclo de investimentos e crescimento que o Brasil pretende inaugurar, uma vez implementado o ajuste fiscal e resgatada a confiança na economia brasileira. Ele reafirmou que a economia brasileira passa no momento por um processo de ajuste “indispensável” para poder retomar o crescimento. Em seu último relatório, o FMI reduziu drasticamente sua perspectiva para o Brasil em 2015, prevendo retração de 1%, expectativa que Levy analisou com cautela. Apesar de evitar críticas diretas ao Fundo, o ministro estimou que os dados que apoiam essa avaliação “são do final de 2014”, quando o país se encontrava sob turbulência provocada pelo processo eleitoral. (Nelson Buzatto)  

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