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Governo do Estado deve aumentar atraso nos repasses em julho

Secretário da Fazenda, Giovani Feltes, admitiu medida para garantir pagamento dos servidores Secretário da Fazenda, Giovani Feltes, admitiu medida para garantir pagamento dos servidores

O Governo do Rio Grande do Sul deverá ampliar o atraso nos repasses para a União no mês de julho com objetivo de garantir o pagamento dos servidores públicos. Nesta segunda-feira, o secretário da Fazenda, Giovani Feltes, explicou que a medida será necessária porque as dificuldades do Estado têm se acumulado a cada mês.De acordo com a Secretária da Fazenda, a arrecadação do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) está aquém do previsto. Era esperado o aumento por conta dos reajustes nas tarifas de energia e combustível, mas estagnação do da economia tem diminuído a arrecadação no comércio e na indústria. Na manhã desta segunda-feira, as dificuldades das finanças públicas do Estado foram pauta da reunião do governador José Ivo Sartori com representantes dos demais poderes. Estiveram no encontro que teve mais de três horas de duração os presidentes do Tribunal de Justiçado Estado (TJ/RS), Assembleia Legislativa (AL/RS), Tribunal de Contas (TCE), Procuradoria Geral do Estado (GE), Defensoria Pública do Estado e secretários, no Palácio Piratini. "Todos nós somos solidários para encontrar mecanismos que possam suplantar a dificuldade absolutamente gigante por que passa o Rio Grande do Sul", resumiu o secretário da Fazenda, Giovani Feltes, ao término da reunião. Foi uma "conversa fraternal, solidária e respeitosa entre todos", e também uma "demonstração inequívoca do quanto estamos todos nós, Executivo, Legislativo, Judiciário e os órgãos do Estado corresponsabilizados em relação à realidade que estamos vivendo.Participaram do encontro o vice-governador José Paulo Cairoli, o presidente da AL/RS, deputado Edson Brum, o presidente do TCE, conselheiro César Miola, o procurador-geral do Estado, Marcelo Lemos Dornelles, o defensor público-geral do Estado, Nilton Leonel Arnecke Maria, e os secretários-geral de Governo, Carlos Búrigo, da Casa Civil, Márcio Biolchi, da Coordenação de Comunicação, Cleber Benvegnú, e o chefe de gabinete, João Carlos Mocellin. Novas reuniões podem ser agendadas para o exame do tema, de forma individual ou coletiva. (Nelson Buzatto) 

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