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Governador lança programa para incentivar inovação tecnológica no RS

Para governador, "a economia está mudando profundamente e a grande fonte de riquezas está na tecnologia, na inovação"
Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini

Aos convidados que chegavam ao Salão Negrinho do Pastoreio, no Palácio Piratini, na tarde desta quinta-feira (22/8), Fab, a robô, anunciava: “Boa tarde, bem-vindo ao INOVA.RS”. Se questionada, a recepcionista humanóide ainda respondia a meia dúzia de questões, todas sobre o programa lançado na sequência pelo governo do Rio Grande do Sul. Robô interagia com convidados que chegavam ao Palácio para o lançamento do INOVA.RS - Foto: Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini

Com o objetivo de incluir o Estado no mapa global da inovação a partir da construção de parcerias estratégicas entre a sociedade organizada, setores empresarial, acadêmico e governamental, o INOVA.RS é a primeira iniciativa da atual gestão em prol da inovação tecnológica e faz parte da agenda de desenvolvimento proposta pelo governador Eduardo Leite.

“O desenvolvimento, nos tempos atuais, está diretamente conectado à inovação. Afinal, a economia está mudando profundamente e a grande fonte de riquezas está na tecnologia, na inovação. O que é derivado diretamente do talento e do capital humano, e isso a gente tem de sobra no nosso Estado. O INOVA.RS vem para conectar de forma regionalizada os diversos atores, para darmos o suporte necessário enquanto governo, e estimular a sinergia em nível local em prol do desenvolvimento baseado na inovação”, destacou o governador Eduardo Leite.

O programa prevê oito ecossistemas de inovação – nas regiões Metropolitana e Litoral Norte; Sul; Fronteira Oeste e Campanha; Central; Noroeste e Missões; Produção e Norte; Serra e Hortênsias; e Vales – buscando fortalecer as atividades empreendedoras mais vocacionadas de cada área. A finalidade é tornar o RS um lugar capaz de gerar, reter e atrair empreendedores, negócios e investimentos alicerçados na tecnologia e no conhecimento.

Ideia do programa, segundo Lamb, é tornar o Estado uma referência global em inovação como estratégia de desenvolvimento local - Foto: Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini

De acordo com o titular da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do RS (Sict), Luís Lamb, a intenção é conectar o RS para que, até 2030, o Estado seja referência global em inovação como estratégia de desenvolvimento local.

“O mundo mudou muito. Se no passado medíamos riqueza em barris de petróleo, hoje medimos em tecnologia. Pensando nessa nova economia, o governador recriou a secretaria, colocando a palavra 'inovação' no início, como prioridade, e nos deu a missão de criar instrumentos para estimular o desenvolvimento através da inovação”, destacou o secretário.

Processo do INOVA.RS

Inspirada por em projetos já existentes no mundo, como o 22@barcelona, que provocou uma revolução urbana do distrito e a criação de uma zona de atividades econômicas diversas na cidade espanhola, e o Ruta N, em Medellín, reconhecido por promover a economia criativa e inovadora, sendo transformador na cidade colombiana, a metodologia do Inova foi elaborada pela Sict em parceria com representantes de universidades, parques, polos tecnológicos e o setor empresarial de diferentes regiões.

A metodologia prevê a criação de comitês estratégico e técnico para cada ecossistema de inovação, inclusive com bolsistas remunerados pelo Estado, que farão o mapeamento regional, para diagnosticar a vocação e a realidade de cada núcleo.

No primeiro ano de atuação da rede que compõe o INOVA.RS, estão previstos treinamentos para qualificar os atores envolvidos e o lançamento da Mesa, composta por cidadãos, empresas, universidades e governo, que definirão os projetos prioritários de cada região.

Objetivos do INOVA.RS

• Conectar o RS para que seja referência global em inovação como estratégia de desenvolvimento local;
• Fomentar a nova economia e promover a inovação em setores tradicionais;
• Criar um ambiente de negócios mais ágil no Rio Grande do Sul;
• Impulsionar a articulação regional e a participação social nesse movimento, por meio de novas políticas públicas inovadoras;
• Fortalecer o desenvolvimento regional alinhado às políticas públicas e atividades empreendedoras mais vocacionadas em cada região do Estado;
• Aumentar a capacidade de investimento do Estado;
• Qualificar o aprendizado para a nova economia.

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