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Governador assina instrução normativa que regulamenta produção do queijo artesanal serrano

O governador Tarso Genro assina nesta quarta-feira (10), às 18h30, a instrução normativa que regulamenta a produção do queijo artesanal serrano. O ato será realizado no Palácio Piratini e contará com a presença de representantes da Emater/RS-Ascar, da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR) e da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa) e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Conforme o gerente técnico adjunto da Emater/RS-Ascar, Renato Cougo dos Santos, a medida aprova o regulamento técnico de identidade e qualidade do queijo serrano, que leva em consideração as características físico-químicas e o modo tradicional de preparo deste produto. “Destaca-se a manutenção do processamento artesanal, respeitando-se as condições de produção a partir do leite cru, sem a necessidade de pasteurização”, frisa Santos.O trabalho para regulamentar a produção do queijo artesanal serrano teve início há cerca de dois anos, quando começaram as discussões acerca da portaria que criou as normas para o registro das microqueijarias. “A partir disso, passou a se debater o reconhecimento do modo de produção destes queijos”, explica o gerente técnico adjunto da Emater/RS-Ascar.O Queijo Artesanal SerranoO  Queijo Serrano é um produto típico e exclusivo dos Campos de Altitude do Rio Grande do Sul (Campos de Cima da Serra) e de Santa Catarina (Planalto Sul-catarinense). É produzido nessas regiões há cerca de 200 anos, através da adaptação de receita de origem portuguesa, passada de geração para geração.É produzido em pequena escala, com leite cru, nas próprias fazendas, na sua maioria por pecuaristas familiares que desenvolvem sua atividade de forma extensiva, com pequeno uso de insumos externos à propriedade. O sistema de produção é baseado nos campos nativos, preservando o ambiente, a beleza das paisagens e a cultura do homem serrano.Apenas no Rio Grande do Sul, estima-se em 1,5 mil o número de famílias produtoras desse queijo. Apesar de sua importância, a produção ocorre geralmente na informalidade, colocando tanto os produtores quanto os consumidores em situação de insegurança.Texto: Júlio FioriEdição: Redação Secom

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