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Funcionários dos Correios fazem protesto após entrarem em greve no RS

Categoria quer impedir a redução dos salários e de benefícios, e é contra a privatização da estatal
Foto: Marco Matos Foto: Marco Matos

Funcionários dos Correios realizam protesto na manhã desta quarta-feira (11) em frente ao prédio da empresa em Porto Alegre, na Rua Siqueira Campos, no Centro Histórico. Na noite de terça (10), o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos do estado (Sintect-RS) fez uma assembleia, e decidiu entrar em greve.

A greve ocorre na maioria dos estados do país. A categoria quer impedir a redução dos salários e de benefícios, e é contra a privatização da estatal, que foi incluída no mês passado no programa de privatizações do governo Bolsonaro.

O reajuste salarial é um dos principais pontos reivindicados pela categoria. No entanto, os trabalhadores querem também a reconsideração quanto a retirada de pais e mães do plano de saúde, melhores condições de trabalho e outros benefícios.

"Pelo menos 70% do setor de distribuição está em greve. Mas ainda estamos juntando os números", diz o secretário de Comunicação do Sindicato dos Trabalhadores de Correios e Telégrafos do RS, João Augusto de Moraes Gomes.  A empresa disse que ainda não tem informações sobre o impacto da paralisação no estado. Esse dado só será possível no fim da manhã ou início da tarde, pois depende das informações das unidades.

Em nota, os Correios informaram ainda que "participaram de dez encontros na mesa de negociação com os representantes dos trabalhadores, quando foi apresentada a real situação econômica da estatal e propostas para o acordo dentro das condições possíveis, considerando o prejuízo acumulado na ordem de R$ 3 bilhões".

"As federações, no entanto, expuseram propostas que superam até mesmo o faturamento anual da empresa, algo insustentável para o projeto de reequilíbrio financeiro em curso pela empresa. No momento, o principal compromisso da direção dos Correios é conferir à sociedade uma empresa sustentável. Por isso, a estatal conta com os empregados no trabalho de recuperação financeira da empresa e no atendimento à população", acrescenta a nota.

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