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Focos de incêndio na Amazônia têm assinatura do desmatamento, diz Nasa

Agência norte-americana atesta que fumaça é condizente com desmate na região

Pesquisadores da Nasa que monitoram focos de queimada no planeta afirmam que seus dados sobre a Amazônia, no Brasil, estão consistentes com o aumento abrupto que o Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe) vem reportando nas últimas semanas. De acordo com o pesquisador Douglas Morton, chefe do Laboratório de Ciências Biosféricas do Centro Goddard de Voo Espacial da Nasa, em Maryland, nos Estados Unidos, disse que é possível correlacionar os principais focos de calor detectados pelos satélites Terra e Aqua da Nasa ao corte raso de floresta na região, e não a outros tipos de atividade que implicam queimadas sem desmatamento, como limpeza de pastos, preparo de plantios ou queima de bagaços.

Morton confirma que o texto está correto porque inclui o ano de 2004, que infla a média por ter sido mais que o triplo do desmate anual típico dos últimos sete anos. Não pode ser usado, porém, para negar uma tendência alta de aumento no desmate em 2019. Segundo ele, o fato de a Nasa afirmar que Mato Grosso e Pará estão abaixo da média para queimadas também não conflita com os dados do Inpe.

O Programa de Queimadas do Inpe não emitiu relatório sobre a origem das queimadas de 2019, mas está disponibilizando os dados com diversos recortes em seu site. Em uma nota técnica assinada por quatro cientistas, a ONG Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) dá seu parecer sobre os números.

 

*Com informações, Gaúcha ZH

 

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