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Fiergs diz que aumento da taxa de juros inibe investimentos da indústria

Copom elevou a taxa Selic de 12,75% para 13,25% ao ano.Presidente da entidade defendeu revisão de gastos do setor público. Copom elevou a taxa Selic de 12,75% para 13,25% ao ano.Presidente da entidade defendeu revisão de gastos do setor público.

A Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) criticou a decisão desta terça-feira (29) do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de elevar os juros de 12,75% para 13,25% ao ano. Foi a quinta alta consecutiva da taxa Selic, que atingiu o maior percentual em seis anos.Para o presidente da Fiergs, Heitor José Müller, o novo aumento dos juros ajuda no combate à inflação, mas também inibe os investimentos do setor industrial. Ele defendeu uma revisão na estrutura de gastos do setor público. “Para manter a inflação sempre perto da meta e não no limite de tolerância é necessário um efetivo controle do endividamento do governo. Isso reduzirá a pressão sobre os preços e também abrirá espaço para a redução de impostos, que gera um ônus adicional para os produtores e consumidores”, afirmou.Com uma taxa mais alta de juros, o Banco Central tenta controlar o crédito e o consumo, atuando assim para segurar a inflação. Por outro lado, ao tornar o crédito e o investimento mais caros, os juros elevados prejudicam o crescimento da economia.O novo aumento dos juros ocorreu em um momento delicado, com a economia ainda se ressentindo de um baixo nível de atividade, com desemprego em alta (o maior desde 2011), mas com a inflação fortemente pressionada pelo aumento de tarifas públicas, como energia elétrica e gasolina, embora o dólar tenha registrado queda nas últimas semanas. (Nelson Buzatto) 

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