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Fábrica de biscoitos é interditada no Vale do Taquari e duas toneladas de alimentos são apreendidas

Operação do MP encontrou, entre outras irregularidades, fezes de rato pelo chão do local

Em operação realizada na terça-feira (3), o Ministério Público (MP) encontrou fezes de rato na fábrica de biscoitos Konrad, localizada no município de Wesfália, no Vale do Taquari. O local foi interditado e duas toneladas de alimentos impróprios para consumo foram apreendidas.

A ação fez parte da força-tarefa do Programa Segurança Alimentar do MP. Na fábrica,os agentes encontraram moscas circulando pela comida e fezes de rato pelo chão, indicando a presença dos roedores no local.  

Além disso, segundo o MP, potes de margarina e de óleo de soja que não estavam bem limpos eram reaproveitados para armazenamento de alimentos. Ainda conforme o órgão, a produção e a estocagem, que deveriam ficar em ambientes separados, ficavam no mesmo local, um grande galpão.  

— Encontramos irregularidades em diferentes locais com a força-tarefa, mas este caso é diferente, até pelo porte da empresa, que tinha mais de 15 funcionários. Eram muitas irregularidades, o que nos deixou bastante assustados. É um perigo para quem trabalha e para quem consome. Só as fezes de rato já seriam o suficiente para interditar, mas tinha muitas outras coisas — diz o promotor Alcindo Luz Bastos da Silva Filho, coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco – Segurança Alimentar).

Tudo o que foi produzido no local foi apreendido e considerado impróprio para consumo — as mercadorias lotaram três caminhões. O proprietário responderá à autuação administrativa, feita pela prefeitura, e o Ministério Público também deverá abrir inquérito civil.

A ação contou também com representantes da Vigilância Sanitária Estadual e da Municipal de Westfália e da Secretaria Estadual da Agricultura.

Contraponto

A reportagem de GaúchaZH fez contato com a fábrica de biscoitos Konrad durante a manhã desta quarta-feira (4). Por telefone, uma atendente informou que a pessoa responsável não poderia falar naquele momento. A fábrica se comprometeu a retornar o contato da reportagem para esclarecer o assunto.

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