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EUA aceitam indicação de Eduardo Bolsonaro como embaixador

Recomendação, no entanto, precisa ser validada pelo Senado
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O governo dos Estados Unidos aceitou, na noite desta quinta-feira, a indicação de Eduardo Bolsonaro, filho do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, como embaixador do Brasil em território norte-americano. A indicação, porém, ainda precisa ser validada pelo Senado brasileiro. No final do mês passado, Jair Bolsonaro confirmou que Brasil enviou ao governo dos Estados Unidos o agrément, um procedimento diplomático tradicional, que serve para consultar o país que vai receber o embaixador. 

O agrément é uma consulta ao país sobre a indicação e, tradicionalmente, é feito de maneira sigilosa para evitar constrangimento em caso de recusa.  Do francês, agrément quer dizer aprovação. O mecanismo foi estabelecido pela Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas e normatizado no Brasil por meio de um decreto de 1965. 

Após sabatina na Comissão de Relações Exteriores, ocorrerá uma votação secreta. Caso o nome seja aprovado na comissão, precisa ser submetido ao plenário e receber aprovação da maioria simples dos presentes, em votação também secreta. Só após a aprovação pelo plenário da Casa é que o presidente da República pode nomear o novo embaixador.

A indicação de Eduardo como embaixador brasileiro nos Estados Unidos virou um tema polêmico, a ponto do presidente Jair Bolsonaro ter recebido críticas pela inclusão do próprio filho como representante em solo norte-americano. Em uma de suas últimas manifestações sobre o tema, o chefe de Estado chamou as críticas sobre nepotismo de hipocrisia.  "Sim, o Senado pode barrar sim. Mas imagine que no dia seguinte eu demita o (ministro de Relações Exteriores) Ernesto Araújo e coloque meu filho. Ele não vai ser embaixador, ele vai comandar 200 embaixadores e agregados mundo afora. Alguém vai tirar meu filho de lá? Hipocrisia de vocês", disse. 

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