Ouça Agora

95.9 FM / AM 1160

Estoques em alta e redução no consumo afetam preço do leite no RS

Preço de algumas marcas caiu até 20% nos supermercados gaúchos.Desde setembro, produto saiu de R$ 2,30 e chegou a R$ 1,95 nesta semana. Preço de algumas marcas caiu até 20% nos supermercados gaúchos.Desde setembro, produto saiu de R$ 2,30 e chegou a R$ 1,95 nesta semana.

O preço do leite caiu nas prateleiras dos supermercados do Rio Grande do Sul. Algumas marcas tiveram redução de mais de 20% no valor. Segundo produtores, os motivos são estoques em alta e um consumidor mais cauteloso depois das fraudes envolvendo o alimento como mostra a reportagem do Jornal do Almoço (veja o vídeo). O leite é um alimento fundamental na mesa dos brasileiros. Mas o consumidor anda com um pé atrás após os recentes episódios de adulteração do produto, revelados desde 2013. “Hoje em dia a gente está desconfiado de tudo”, diz um consumidor. Desde que a fraude de adulteração do leite veio à tona, consumidores preocupados têm comprado menos o produto. “Tem uma certa desconfiança do nosso consumidor não só com uma ou duas marcas mas com todas as marcas”, diz o supervisor de loja Marcos Calioni. Em um supermercado de Passo Fundo, no Norte do estado, a redução nas vendas foi de cerca de 10%. Por outro lado, o bom estado das pastagens nesse verão favorece a produção do leite, aumentando a quantidade do produto no mercado.  Com a demanda em baixa e a oferta em alta, os números nas etiquetas dos supermercados estão cada vez menores. Desde setembro do ano passado, o preço vem caindo gradativamente, saindo de R$ 2,30 e chegando a R$ 1,95 nesta semana. No campo, a maioria dos produtores sente de forma dura o impacto dessa crise. O consumo caiu, sobra produto no mercado e consequentemente o preço do litro de leite que sai daqui é um dos menores dos últimos anos. O produtor João Kurtz Amantino conta que levou mais um susto nessa semana. O preço pago pelo litro continua caindo. Saiu da propriedade para a indústria por R$ 0,90. “O preço caiu em torno de 20% ou mais. Os nossos custos aumentam significativamente. Não vai ser fácil passar essa cruzada,  vamos ter que aguentar”, diz o produtor. Enquanto os produtores lamentam, nos supermercados o consumidor aos poucos retomam o consumo no produto, atraído pelos bons preços. “A gente tem que se alimentar, então tem que confiar no bom senso das empresas que embalam, que produzem, no controle de qualidade deles”, conclui o aposentado Dagoberto Barbosa. (Nelson Buzatto) 

Mais notícias