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Em posse, Sartori promete “medidas duras" para conter crise do Estado

“As finanças são um enorme problema, mas não são causa em si mesma. A crise financeira é reflexo do pensamento de que se pode gastar mais do que se arrecada. Precisamos superar essa visão ampliando os recursos com responsabilidade e colocando o Estado a serviço do desenvolvimento e não de si mesmo.  “As finanças são um enorme problema, mas não são causa em si mesma. A crise financeira é reflexo do pensamento de que se pode gastar mais do que se arrecada. Precisamos superar essa visão ampliando os recursos com responsabilidade e colocando o Estado a serviço do desenvolvimento e não de si mesmo. 

Governador empossado na tarde desta quinta-feira, José Ivo Sartori prometeu medidas duras para conter a crise no Rio Grande do Sul. Em seu discurso na Assembleia Legislativa, o peemedebista revelou que anunciará nos próximos dias algumas dessas medidas e prometeu ainda uma “transparência total” em relação à situação financeira do Estado. O governador também destacou a necessidade de responsabilidade com as finanças.“As finanças são um enorme problema, mas não são causa em si mesma. A crise financeira é reflexo do pensamento de que se pode gastar mais do que se arrecada. Precisamos superar essa visão ampliando os recursos com responsabilidade e colocando o Estado a serviço do desenvolvimento e não de si mesmo. Precisamos ser criativos e realistas. Nos próximos dias vamos adotar as primeiras medidas para começar a reverter a crise que temos pela frente. Serão algumas medidas duras, mas inadiáveis e fundamentais. Vamos fazer isso com espírito público. Vamos propor o debate para soluções por um novo pacto federativo”, declarou.Em seu discurso, Sartori ainda afirmou que o Rio Grande do Sul vive um momento em que precisa passar por mudanças que serão definitivas para a história do Estado. “O RS neste 1º de janeiro vive um momento de encontro entre o estado que já fomos, somos e queremos ser. Todas as histórias são feitas de ciclos. A historia das nossas vidas, da cultura, da política, dos costumes, tudo muda. O nosso estado está diante desses grandes cruzamentos históricos. O fim de um ciclo e início de outro”, disse.“Temos as opções. Paramos e aceitamos os problemas ou enfrentamos as pedras do caminho somando forças, dividimos responsabilidade, criamos um grande esforço e, com isso, progredimos. A estagnação costuma ser mais confortável porque é enganosa. Para luta exige coração, exige coragem e fazer o que precisa ser feito. Nesses momentos é preciso perceber o que deve ser resgatado, o que deve ser mantido e o que deve ser inovado. Não se trata de esquecer o passado. Não vim para rasgar a história, quero colher dela as melhores lições. O RS tem um passado que nos orgulha. Se há bem pouco tempo tínhamos os melhores índices de qualidade de vida é porque aceitamos ao longo da história. Por isso não aceito a versão derrotista do Estado”, encerrou.(Agostinho Piovesan) 

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