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Dunga valoriza adversários e espera Copa América equilibrada

Treinador destacou o crescimento das seleções sul-americanas Treinador destacou o crescimento das seleções sul-americanas

O técnico da Seleção Brasileira, Dunga, não espera encontrar facilidades na Copa América do próximo ano, que vai ser disputada no Chile. Com os grupos sorteados na semana passada, o Brasil vai começar a disputa contra Colômbia, Peru e Venezuela. Se a primeira fase não deverá ser problema, o treinador destaca as forças, além dos argentinos, de chilenos, colombianos, paraguaios e uruguaios para a competição. “Não apenas Brasil e Argentina chegam fortes. O Paraguai, que ficou fora da Copa do Mundo, é uma seleção muito forte, com jogadores atuando em vários clubes da Europa. A própria Colômbia já é uma realidade. A Venezuela evoluiu muito nos últimos tempos, o Uruguai está refazendo a seleção com jogadores importantes. Brasil já tem uma resistência grande por ser o único que fala português. Agora mais do que nunca, esses jogadores atuando na Europa tornam as seleções mais fortes ainda. Temos que estar muito preparados para atingir o nosso objetivo” disse Dunga, que esteve no programa Balanço da Rede TV Record nesta sexta-feira. Dunga retornou ao Brasil após uma viagem pela Europa. Esteve na Alemanha e Inglaterra, onde assistiu a jogos dos campeonatos locais para observar jogadores e esquemas táticos. Além disso, encontrou com treinadores. Ele revelou que conversou com o português José Mourinho, comandante do Chelsea. O objetivo é realizar um trabalho em conjunto entre seleção e clubes na preparação dos jogadores. “O trabalho na Seleção é complicado porque você não tem muito tempo para treinar, para conhecer os jogadores. É tudo muito rápido, o jogador tem que tentar aproveitar da melhor maneira possível. Agora nessa viagem para a Europa conversei bastante com alguns treinadores, especialmente com o Mourinho, o quanto é importante cuidar do jogador. Ele fica a maior parte do tempo no clube. Então ele precisa vir para a Seleção pronto para que nós possamos dar continuidade no trabalho. Nós também temos que cuidar bem do jogador pensando no retorno dele para o clube”, revelou Dunga. O treinador ainda destacou como positivo nos seus primeiros meses no retorno à Seleção o crescimento de outros jogadores além de Neymar. Dunga analisou que o Brasil não tem dependido apenas do craque para vencer as partidas. “O prazer tem que ser maior que a pressão na Seleção Brasileira. Não só Neymar. Os jogadores estão se soltando. Estamos aproveitando a qualidade técnica dos nossos jogadores, estão surgindo novos nomes. Não foi possível convocar os brasileiros e aí surgiu uma competitividade muito grande. Nomes como Luiz Adriano, Fred e Firmino, que souberam aproveitar as oportunidades”, completou. Confira outros trechos da entrevista de Dunga: Chances para jogadores mais experiêntes "Se o jogador estiver em condições e bem, a experiência é muito importante. Nós decidimos levar o Kaká e o Robinho pela importância deles e para que tivéssemos um equilíbrio na Seleção. Convocamos jogadores novos, mas pensando em ter reposições no banco para o caso de as coisas não correrem da melhor forma. Quanto a jogadores, independente de nome ou idade, é o trabalho. Evolução dentro do clube que leva à Seleção”. Como encontrou o grupo após a Copa do Mundo "Sempre é difícil. Os jogadores sabem da pressão que tem na Seleção. O mais importante é passar confiança. Eles estão na Seleção por merecimento. Tem que entender que dentro da Seleção vai haver o equilibrio entre pressão e a felicidade de estar defendendo as cores do Brasil. É encarar como normal. Tem que saber que o prazer é maior do que a pressão”. Mudanças no comportamento “A primeira passagem da Seleção mostrou que, pelo meu temperamento, eu buscava resolver muitas coisas além da parte do treinador. Pelo meu temperamento, não posso ver nada errado. Agora tem o Gilmar, que resolve algumas coisas que acontecem. Mais para alguns você vai ser sempre o responsável, como na cartilha para os jogadores. São regras de convivência que sempre existiram. Em tudo na vida tem regras, até na família, não escritas, mas são normas a serem seguidas No treino não é permitido algumas coisas, o que pode fazer perder o foco. A Seleção é maior que qualquer outro nome”. Reclamações de Thiago Silva “Foi mais tranquilo do que o comentado. Quando cheguei, me falaram para começar do zero. Foi isso que eu fiz. Entendo que liderança não é só o capitão. Tem que ter quatro ou cinco jogadores liderando o grupo. Escolhemos o Neymar porque é referência técnica e de carisma para torcida e jogadores. Ele está amadurecendo nesse papel de liderança. Ninguém tem lugar garantido. ninguém pode se achar dono da posição. Trato todos eles como homens e profissionais”. CPLucas Faustino 

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