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Desemprego recua em abril, mas ainda atinge 13,2 milhões de pessoas, aponta IBGE

Índice diminuiu para 12,5%, segundo dados divulgados nesta sexta-feira

A taxa de desemprego no Brasil recuou para 12,5% no trimestre encerrado em abril, atingindo 13,2 milhões de pessoas, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira. O valor é 0,2% menor do que aquele que foi encontrado no trimestre encerrado em março deste ano. No igual período de 2018, o índice estava em 12,9%. A população desocupada variou 4,4% frente ao trimestre anterior, quando 12,6 milhões de pessoas estavam sem emprego.

Mesmo com o recuo do desemprego, o quadro do mercado de trabalho piora se considerada a taxa composta de subutilização da força de trabalho (percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial), que atingiu 24,9%, recorde da série histórica iniciada em 2012. Isso representa 28,4 milhões de pessoas subutilizadas.

A população ocupada, de 92,4 milhões, mostrou estabilidade na comparação com o trimestre anterior (92,3 milhões de pessoas) e cresceu 2,1% (mais 1,94 milhões) na comparação com o trimestre encerrado em abril de 2018 (90,4 milhões de pessoas). Já o número de desalentados –  fora da força de trabalho por não conseguir emprego adequado, não ter experiência ou qualificação, ou ser considerado muito jovem ou idoso – aumentou 4,3% em relação ao trimestre anterior e chegou a 4,9 milhões.

A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.295 no trimestre encerrado em abril. O resultado representa alta de 0,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 206,817 bilhões no trimestre até abril, o que representa uma alta de 2,8% ante igual período do ano anterior.

Emprego com carteira assinada cresce após quatro anos em queda

Depois de 16 trimestres seguidos de queda, o emprego no setor privado com carteira de trabalho cresceu 1,5% no trimestre fechado em abril, na comparação com o mesmo período de 2018. Foram gerados cerca de 480 mil postos de trabalho formais, totalizando 33,1 milhões de pessoas com carteira. Segundo o setor de Trabalho e Rendimento do IBGE, parte expressiva da recuperação de postos com carteira no ano veio dos setores de educação e saúde, de trabalhadores de baixo nível educacional da mineração, construção e transporte e, também, dos profissionais liberais.

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