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CPI do HSBC pode ser instalada esta semana

Comissão Oarlamentar de Inquérito vai investigar as contas de brasileiros na filial do Banco HSBC na Suíça Comissão Oarlamentar de Inquérito vai investigar as contas de brasileiros na filial do Banco HSBC na Suíça

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) quer que os trabalhos da comissão parlamentar de inquérito que vai investigar as contas de brasileiros na filial do Banco HSBC na Suíça comecem ainda esta semana. De acordo com a Secretaria-Geral da Mesa do Senado, até o início da tarde dessa segunda-feira (16) apenas o Bloco da Maioria — PMDB e PSD — não havia indicado seus representantes na CPI. A Secretaria-Geral da Mesa também informou que já há o número necessário para instalar a comissão. O senador Randolfe Rodrigues disse que vai negociar com o líder do PMDB, Eunício Oliveira (CE), para que ele designe os senadores para a comissão até esta terça-feira. A CPI do HSBC será formada por 11 senadores titulares e seis suplentes. O escândalo conhecido como Swissleaks revelou contas de 100 mil correntistas no HSBC. Desse total, haveria 8.667 brasileiros, responsáveis por 6.606 contas. O trabalho da CPI, segundo o senador Randolfe, será investigar se essas contas foram declaradas à Secretaria de Receita Federal. — Tem que ser feita a seguinte pergunta à Secretaria da Receita Federal: quantos fizeram a declaração ao Imposto de Renda sobre depósito no exterior? Assim poderemos verificar se cometeram ou não o crime de evasão fiscal. Por isso, na minha avaliação, quem primeiro deve ser ouvido na CPI devem ser a Receita Federal e o Coaf [Conselho de Controle de Atividades Financeiras] . A gente vai ter que trabalhar juntos — explicou Randolfe. O senador do PSOL, que propôs a CPI, lembrou que ter contas declaradas no exterior não é crime. O delito acontece quando o expediente é usado para evasão fiscal ou lavagem de dinheiro, por exemplo. No último fim de semana o jornal O Globo informou que entre os brasileiros há donos, diretores e herdeiros de veículos de comunicação, além de jornalistas. Randolfe Rodrigues disse que em outros países, onde as investigações estão mais avançadas, foram comprovados casos de crimes envolvendo essas contas. — Isso não quer dizer que nas 8 mil contas de brasileiros tenha ocorrido algum crime, mas na Colômbia, por exemplo, quase 50% foram de tráfico de drogas, lavagem fiscal, entre outras coisas. Nós temos que fazer a devida separação do joio do trigo. Pelo que já foi revelado e por já haver personagens de vários escândalos de corrupção com contas lá, os indícios são muito fortes de que muitas dessas contas têm conotação criminosa — afirmou Randolfe. Outras CPIs Duas outras comissões parlamentares de inquérito também aguardam instalação. São as CPIs das Próteses e a do Assassinato de Jovens. Elas dependem da indicação de componentes para o início das atividades. (Agência Senado) Lucas Faustino

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