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Covid-19: casos começam a proliferar na região

Alerta é para que as pessoas sigam as regras do distanciamento controlado para evitar surto da Covid-19
ARTE - Folha do Noroeste ARTE - Folha do Noroeste

Quase dois meses após a pandemia do coronavírus chegar ao Brasíl, com os primeiros casos registrados, os municípios da região do Médio Alto Uruguai passam a contabilizar os primeiros pacientes contaminados. Até às 18h desta quinta, 7, as 15ª e 19ª Coordenadorias Regionais de Saúde (CRSs) somavam 67 casos confirmados, sem nenhum óbito e, a maioria dos pacientes, em isolamento domiciliar, pois apresentavam sintomas leves.

Apesar disso, a temida ‘chegada’ do vírus região ocorreu. O panorama reforça a necessidade da adoção rígida das regras de distanciamento social que serão publicadas no novo decreto do governo do Estado hoje, 8, e que passa a vigorar na segunda, 11. O modelo prevê a flexibilização ou endurecimento de normas, com base no impacto semanal do coronavírus em cada uma das 20 regiões em que foi dividido o Estado. De acordo com a proliferação do vírus e com a ocupação de leitos de UTI será definida, todos os sábados, uma bandeira de risco (amarela, laranja, vermelha e preta) para cada região.

Quanto mais clara a bandeira, mais controlada está a situação naquela região, o que vai possibilitar menos restrições às atividades. Já as cores vermelha e preta indicam aumento da proliferação do coronavírus e menos vagas de UTI disponíveis, prevendo mais restrições. A região do Médio Alto Uruguai, pelos critérios de classificação está, atualmente, definida com a cor laranja, considerada de risco médio.

Medidas protetivas

Diante da situação, apesar de ainda permitirem a abertura da maioria das atividades do comércio, seguem em vigor, os decretos municipais que estabelecem regras para permitir esse funcionamento, como limite de clientes e funcionários de acordo com a capacidade de espaço da empresa; uso de álcool em gel, uso de máscaras, entrega da relação de pessoas que foram atendidas no local, entre outros cuidados.

Ressalta-se também, a necessidade de caso a pessoa apresentar sintomas compatíveis com a Covid-19 – como tosse seca, febre, coriza e falta de ar –, busque informações junto aos órgãos de saúde, e evite o contato com outras pessoas, antes de receber orientações sobre locais  e necessidade de atendimento. 

Reinfecção

Os pesquisadores ainda não chegaram a um consenso se as pessoas que são contaminadas com o coronavírus, após a recuperação, podem ser reinfectadas. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), durante o processo de recuperação dos pulmões, células mortas acabam sendo detectadas pelos testes moleculares, o que seria parte do processo de cura, e não uma reinfecção pelo vírus. 

Ainda, os cientistas informam que, para os pacientes que se infectaram, após o processo de recuperação, há o desenvolvimento de imunidade contra a atual cepa do vírus, mas não sabem dizer se isso pode ser considerada uma grande proteção contra a reinfecção. “Liberar a população significa que, antes de termos pessoas imunes, teremos muita gente desenvolvendo a patologia grave de uma só vez, fazendo os sistemas de saúde entrarem em colapso. Antes de sair a vacina, vamos viver momentos de isolamento e de não isolamento”, alertou a vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI), Karina Bortoluci.

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