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Consumidor pagará novo aumento na Energia Elétrica

Alta em algumas regiões pode chegar a 66 por cento e causa revolta nos consumidores. Alta em algumas regiões pode chegar a 66 por cento e causa revolta nos consumidores.

Quem recebeu a conta de luz em janeiro já percebeu: o preço da energia elétrica é de deixar o cabelo em pé. E é bom preparar o bolso, foi só o primeiro de três aumentos que devem ocorrer ainda em 2015. Para clientes da AES Sul, empresa que atende 118 municípios da região centro-oeste do Estado, a alta deve chegar a 66% este ano. Consumidores da RGE e CEEE também terão reajustes expressivos, 50% e 37%, conforme estimativa de Paulo Steele, analista que atuou por cerca de cinco anos na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no desenvolvimento do cálculo dos custos para concessionárias e hoje atua na consultoria TR Soluções. — Esses percentuais já levam em conta a bandeira tarifária mais cara a partir de março. A Aneel ainda precisa realizar audiência pública antes de aumentar a cobrança de R$ 3 para R$ 5,50 a cada 100 kWh consumidos, na bandeira vermelha, mas o setor já dá como certa essa alta — afirma Steele. Nas projeções do presidente da CEEE, Paulo de Tarso Pinheiro Machado, os reajustes acumulados em 2015 podem ser maiores. A estimativa dele é de 45%, considerando a alta da bandeira, a correção extraordinária de março e o reajuste anual de outubro. O principal fator de aumento da luz será o fim do aporte do Tesouro Nacional à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), encargo embutido na conta. Até o ano passado, era pago pelo governo, evitando que fosse repassado aos consumidores. Agora, essa cobrança volta para tarifa. É da CDE que sai o dinheiro para pagamento de indenizações às companhias geradoras e transmissoras de energia que aceitaram renovar as concessões em 2012, em uma tentativa do Planalto de reduzir a conta em 20%. Cada companhia de energia tem um reajuste específico porque o cálculo para aumento de tarifa leva em consideração, entre outras coisas, a situação financeira de cada uma e os prazos dos contratos de compra de energia. Também vai pesar no bolso o reajuste extraordinário que será aplicado a partir de março. O objetivo é que as distribuidoras, com o caixa pressionado, antecipem receita que só viria com o reajuste tarifário tradicional do ano. No Sul, no Sudeste e no Centro-Oeste, o aumento médio deve ser de 26%. No Norte e Nordeste, a alta deve ser de 4% porque as duas regiões não compram energia de Itaipu e, portanto, estão livres da variação do dólar, moeda em que é negociada a energia da usina binacional. Racionamento não está descartado.     Jornalismo LA José Luiz Queiroz Fonte: ClicRBS  

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