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Caso Rafael: polícia confirma reconstituição da morte de menino em Planalto

Procedimento consiste na reprodução simulada dos fatos, detalhando potenciais divergências nos relatos
Delegado Joerberth Nunes afirmou que aguardará o resultado dos laudos periciais antes de fazer o pedido Félix Zucco / Agencia RBS. Delegado Joerberth Nunes afirmou que aguardará o resultado dos laudos periciais antes de fazer o pedido Félix Zucco / Agencia RBS.

A Polícia Civil confirmou neste sábado (30) que irá pedir a reconstituição da morte de Rafael Mateus Winques, 11 anos, em Planalto, no Norte gaúcho. A mãe do menino, Alexandra Goudokenski, foi presa após confessar a autoria do crime e levar os agentes até onde o corpo estava escondido. 

— Sem sombra de dúvidas, nós faremos uma reconstituição no futuro, até porque existe pedido da defesa nesse sentido — garantiu o diretor do Departamento de Polícia do Interior, Joerberth Nunes. 

O delegado ponderou que irá aguardar o retorno de laudos periciais antes de fazer o pedido de reconstituição. O objetivo é conseguir contrapor e detalhar o fato já com a informação dos peritos. 

A reconstituição, chamada tecnicamente de reprodução simulada dos fatos, é feita por peritos do Instituto-Geral de Perícias (IGP). No procedimento, os agentes tentam remontar todos os momentos de um crime, detalhando potenciais divergências nos relatos. Desde que a mãe do menino foi presa, na segunda-feira (25), após confessar a morte, os agentes ainda avaliavam a realização da reconstituição.  

O advogado Jean Severo, que defende Alexandra, informou que na ocasião ela vai detalhar como tudo ocorreu. A tese da defesa é que a morte foi sem intenção e que o menino passou mal após ser medicado pela mãe com diazepam. Depois, “desesperada”, ela teria escondido o corpo.  A versão não convence os policiais, que acreditam que houve intenção e a participação de outras pessoas. 

(Fonte: Zero Hora)

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