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Cadeia da Bovinocultura de Leite é debatida em Seminário

O evento faz parte da programação da Feira Regional da Agricultura Familiar O evento faz parte da programação da Feira Regional da Agricultura Familiar

Os cenários e as perspectivas para a produção de leite na região foram temas debatidos no Seminário Regional do Leite, em Frederico Westphalen. O evento faz parte da programação da Feira Regional da Agricultura Familiar, Agroindústria, Artesanato e Biodiversidade, promovida pela Emater/RS-Ascar e Prefeitura de Frederico Westphalen. Mais de 600 produtores e representantes de entidades ligadas ao setor leiteiro da região participaram do evento na manhã desta sexta-feira (23/10), na Ecco Eventos.O secretário de Estado do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), Tarcísio Minetto, foi um dos painelistas do Seminário, ele situou a participação do Brasil no cenário mundial em relação à cadeia do leite. Segundo Minetto, a demanda será fator chave para o rumo da produção e dos preços no País. A abertura de novos mercados, como Rússia e China, será imprescindível, bem como o investimento em novos produtos e a recuperação de preços no mercado internacional em 2016. “O nosso desafio é restringir a importação e expandir a exportação, produzir com qualidade, aumentar a oferta de produto e qualificar a gestão da propriedade para produzir sempre melhor, buscando a sustentabilidade da atividade”, frisou.O debate sobre a cadeia produtiva do leite seguiu com a explanação do diretor executivo do Sindilat, Darlan Palharini, do coordenador da Câmara Setorial do Leite do RS, Danilo Cavalcanti Gomes, do diretor executivo do Instituto Gaúcho do Leite, Oreno Ardêmio Heineck, do diretor de política agrícola da Fetag/RS, Nestor Bonfanti e da coordenadora Estadual da Fetraf, Cleonice Back.De acordo com o assistente técnico regional de sistemas de produção animal da Emater/RS-Ascar e moderador do Seminário, Valdir Sangaletti, considerando que 70% da produção gaúcha de leite é oriunda de propriedades familiares e que a atividade leiteira possui impacto social e econômico muito positivo, é necessário que os atores do desenvolvimento rural se debrucem sobre os problemas que afetam a agricultura familiar. Dessa forma, para sintetizar a discussão, cooperativas, entidades sindicais e a Emater/RS-Ascar deixaram alguns encaminhamentos acerca da atividade leiteira. A criação de um Programa Estadual de incentivo à formação de pastagens perenes, aprimorando o Programa Troca-troca de Sementes, é uma das sugestões, pensando na produção de alimento aos rebanhos o ano todo, para aumentar a qualidade do leite e a escala de produção.Destaca-se também a exigência de uma fiscalização igualitária no que se refere à qualidade do leite para cooperativas, laticínios e empresas privadas, com maior transparência e credibilidade do processo. O fortalecimento das ações para manutenção dos produtores na atividade leiteira, além da criação de uma Câmara Setorial Regional do Leite, nas regiões do Médio Alto Uruguai e Rio da Várzea. A construção de ações e planos municipais acerca da atividade leiteira. A capacitação contínua dos trabalhadores, técnicos, transportadores e demais funções ligadas ao setor. Sugestão ao Ministério da Agricultura para que o Programa Mais Leite Saudável seja executado pelas cooperativas e pela Emater/RS-Ascar, para atender um conjunto maior de agricultores familiares, prestando auxílio à atividade. A criação de um Programa Estadual de Gestão Rural, que auxilie os agricultores a continuar na atividade leiteira com sustentabilidade e viabilidade econômica, entre outras ações.Representantes de cada entidade ligada ao setor leiteiro do RS receberam as propostas sugeridas, a fim de encaminhá-las em nível de Estado, para promover o desenvolvimento da cadeia leiteira, sanando as demandas dos municípios e da região. (Nelson Buzatto) 

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