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Brigada Militar tem defasagem de 50% no efetivo

Instituição precisaria de 33 mil agentes, mas conta atualmente com apenas 17 mil Instituição precisaria de 33 mil agentes, mas conta atualmente com apenas 17 mil

Se os pedidos para passar à reserva na Brigada Militar continuarem no ritmo atual, até o final do ano o policiamento ostensivo em muitas cidades estará comprometido. Até ontem, mais de mil brigadianos já tinham protocolado o seu pedido de passagem para a reserva. De acordo com Dalvanir Albarello, presidente da Associação dos Policiais Militares do RS (APM/RS), o efetivo previsto para a corporação é de 33 mil policiais. No entanto, atualmente o policiamento conta com apenas 17 mil brigadianos, no RS. “O déficit é de 16 mil, levando em conta, inclusive, os PMs que estão em licença médica e de férias”, acentuou Albarello. “Cidades pequenas, onde existe apenas um PM, já estão sentindo o efeito da redução de brigadianos nas casernas”, analisou o presidente da APM/RS. O presidente da Associação Beneficente Antonio Mendes Filho (Abamf), Leonel Lucas, também é da mesma opinião. “Se o segundo semestre for uma continuidade do primeiro, teremos PMs apenas nos grandes polos”, afirmou. Segundo ele, cada policial está tendo que suprir o trabalho que seria de três. Para amenizar a situação, segundo Lucas, seria necessário o pagamento de horas extras e chamar os 2,5 mil concursados aprovados. “Em 2014, a BM perdeu 800 PMs. No primeiro semestre deste ano foram 1,4 mil perdas no efetivo. Se continuar assim, poderemos ter um déficit de três mil policiais até o final do ano.”Na tarde dessa quinta-feira, o programa Balanço Geral, da Rede Record RS, mostrou uma planilha de escala de serviço do 18º BPM, de Viamão, e do 20º BPM, de Porto Alegre. Em alguns horários havia espaços em branco. Neste local deveria estar assinalado quais policiais militares estariam de serviço.Segundo o coronel Paulo Stocker, subcomandante da Brigada Militar, nenhum batalhão no Rio Grande do Sul tem mais de 50% de defasagem em seu efetivo. “Os espaços em branco na escala de patrulhamento são normais”, acentuou. “Depende do planejamento de cada unidade”. (Nelson Buzatto) 

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