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Brigada Militar monitorava possível ataque a bancos na região de Ibiraiaras

Informações levantadas pela corporação possibilitaram resposta rápida
Foto: Julio Cesar Stella Foto: Julio Cesar Stella

Devido a um trabalho de monitoramento, a Brigada Militar tinha informações sobre a possibilidade de um ataque a banconas proximidades da região da Serra do Rio Grande do Sul. Foi o que possibilitou a rápida resposta ao assalto que resultou em um refém eseis suspeitos mortos em ibiraiaras, na tarde de segunda-feira (3), segundo a corporação.

"Aquela região é um local que nós convergimos e focamos os nossos esforços para que isso não aconteça, e acontecendo, que tenha uma resposta rápida", diz o comandante regional da Brigada Militar da Serra, Ricardo Fraga Cardoso. Não havia, no entanto, precisão sobre o local exato do assalto, esclarece o oficial.

O grupo criminoso atacou duas agências bancárias e uma lotérica no município de 7.171 habitantes. O gerente do banco Rodrigo Mocelin da Silva, 37 anos, foi levado refém e acabou morto. Seis suspeitos foram mortos em confronto, um foi preso e dois seguem foragidos. Armas e dinheiro foram apreendidos pelos policiais.

Duas operações são mantidas de forma permanente, para tentar antecipar e coibir os crimes: a Operação Avante, que foca na prevenção a crimes, e a Avante Diamante, que tem como objetivo a prevenção e repressão a ataques conhecidos como "novo cangaço", devido a suas características.

Através de análise criminal e dados de inteligência, além de reforços nas regiões que possuem menor efetivo da Brigada, os oficiais conseguem rastrear a possibilidade de ataques, diz Cardoso. "Muitas vezes nós temos essas informações e faz a operação em determinada região, e acaba espantando [a ação dos criminosos]", comenta o comandante, que classifica a ação como um "jogo de gato e rato".

O efetivo empregado nas operações, bem como detalhes das ações, não é divulgado, segundo Cardoso, por questões de segurança.

Cardoso relata que a Brigada Militar estava nas proximidades e, em 15 minutos, a primeira guarnição havia chegado aos estabelecimentos onde ocorreram os ataques de Ibiraiara. "Tínhamos 98 brigadianos, 28 viaturas e helicóptero atendendo a ocorrência", informa o comandante.

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