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Bolsonaro e Trump trocam elogios durante encontro em Osaka

Presidente norte-americano disse que colega brasileiro é "um homem especial"

Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e do Brasil, Jair Bolsonaro, tiveram um encontro nesta sexta-feira em Osaka (Japão), um momento marcado por uma intensa troca de elogios. Bolsonaro é comparado com frequência ao presidente americano e é chamado por parte da imprensa internacional de "Trump dos trópicos". Os dois governantes reservaram apenas elogios um ao outro líderes durante uma reunião bilateral à margem do encontro de cúpula do G20 em Osaka.
Esta foi a segunda vez que os dois se reuniram, após o primeiro encontro em março na Casa Branca. "Ele é um homem especial, está muito bem, muito amado pelo povo do Brasil", declarou Trump. Bolsonaro respondeu: "Eu sou um grande admirador há muito tempo, inclusive antes de sua eleição". "Eu apoio Trump, apoio os Estados Unidos, eu apoio sua reeleição", completou o presidente brasileiro.
Jair Bolsonaro pode ser um raro aliado para Trump em uma reunião do G20 que pode ser uma das mais conturbadas em vários anos, com as disputas sobre comércio, a mudança climáticas e as tensões no Oriente Médio na agenda. Como Trump, Bolsonaro é considerado um cético da mudança climática. O brasileiro também segue o modelo do presidente americano de uso intenso das redes sociais.

Encontro com Merkel 

Bolsonaro também se reuniu com a chanceler alemã, Angela Merkel, depois de ter sido criticado pela líder e rebatê-la de forma contundente. Antes do começo do G20, o presidente brasileiro respondeu às críticas de Merkel à política ambiental do Brasil. 

Merkel disse ver com grande preocupação as ações de Bolsonaro sobre desmatamento no Brasil e afirmou que abordaria o brasileiro sobre o tema nos corredores do encontro. Os dois não tiveram um encontro bilateral formal agendado.

Ao desembarcar em Osaka, no Japão, para o encontro do G-20, Bolsonaro contestou a chanceler alemã e disse que o País "tem exemplo para dar para a Alemanha" sobre meio ambiente. Ele também afirmou, depois, durante uma transmissão ao vivo na cidade japonesa, que não vai receber "pito" de ninguém. Foi uma referência a pressões internacionais envolvendo a questão ambiental no atual governo.

O porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, confirmou que os dois tiveram uma conversa rápida e reservada nesta sexta-feira, mas não falou quais temas foram tratados na reunião. Ele afirmou que o tom do encontro foi "como deve ser o tom de conversa de dois líderes de dois países do mundo", sem dar mais informações à imprensa.

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