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Banco de tecidos e ossos enfrenta problemas por falta de doações no RS

Atualmente, pelo menos 150 pessoas aguardam pelo procedimento.Banco de Tecidos Muscoesqueléticos, em Passo Fundo, é referência. Atualmente, pelo menos 150 pessoas aguardam pelo procedimento.Banco de Tecidos Muscoesqueléticos, em Passo Fundo, é referência.

Referência em transplantes, um banco de tecidos, músculos e ossos no Rio Grande do Sul enfrenta sérias restrições por falta de doadores. Mesmo com uma estrutura de alta complexidade, o serviço em Passo Fundo, na Região Norte do estado, não recebeu nenhuma doação neste ano. Atualmente, pelo menos 150 pessoas aguardam pelo procedimento, como mostra a reportagem do RBS Notícias, da RBS TV (veja o vídeo acima). O Banco de Tecidos Muscoesqueléticos, que funciona no Hospital São Vicente, faz transplantes em pacientes de todo o país desde 2005. Em 2014, apenas 24 doações mudaram a vida de 433 pessoas. O banco também fornece material para odontologia. O material é captado, processado e armazenado a -80ºC, principalmente de doadores mortos. Entretanto, também é possível fazer a coleta de pacientes que passam por cirurgias de prótese de quadril, por exemplo. A luta dos médicos e dos enfermeiros é para que o número de doações aumente para que mais pessoas recebam de volta a esperança de uma vida melhor. "Em países de primeiro mundo, a realidade é bem diferente. O Sistema Único de Saúde precisa pensar em outras formas de mudar essa realidade", diz o médico e diretor-técnico do Banco de Tecidos Muscoesqueléticos, Francisco Neto. Aos 72 anos de idade, o aposentado Valdir Mânica agora pensa em um recomeço. Após passar por uma cirurgia no quadril e ficar na fila por quase um ano, o idoso finalmente realizou um enxerto ósseo em Passo Fundo. "Aguardei muito tempo para conseguir. Mudou minha vida. Vai ser um recomeço. Espero que mais pessoas tenham atitudes assim", diz o aposentado. (Nelson Buzatto) 

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