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Bancadas do PT e do Psol deixam sessão da Assembleia

Partidos que fazem oposição ao governo Sartori criticaram o fechamento da Casa aos servidores públicos Partidos que fazem oposição ao governo Sartori criticaram o fechamento da Casa aos servidores públicos

As bancadas do Psol e do PT, que fazem oposição ao governo José Ivo Sartori, decidiram se retirar da sessão ordinária da Assembleia Legislativa desta quarta-feira. A Casa vota projetos polêmicos encaminhados pelo Executivo em regime de urgência. Entre os textos estão o regime de Previdência Complementar para servidores e os que pedem a extinção das Fundações de Esporte e a Fundação de Pesquisa em Saúde. Os manifestantes que protestam em frente ao parlamento desde essa terça não podem acompanhar a sessão.  O deputado Pedro Ruas (Psol) disse que não participaria da votação porque a ausência dos servidores nas galerias representa "falta de legimitidade ao processo". Segundo o parlamentar, "eles (servidores) são a parte mais interessada na votação". O líder da bancada do PT, Luiz Fernando Mainardi, comunicou a retirada dos parlamentares do partido para a direção da mesa.O presidente da Casa, deputado Edson Brum (PMDB), afirmou que tentou o diálogo até o final para evitar o fechamento da Assembleia (acesso dos servidores as galerias) e apontou o tumulto como motivo para impedir a entrada dos manifestantes. "Não é a primeira vez que temos votação com as galerias vazias, mas ontem foi a primeira vez na história que os parlamentares e os funcionários da Assembleia foram impedidos de entrar na Casa", afirmou.A sessão ordinária desta tarde substitui a solene em homenagem ao 20 de setembro, que estava marcada para esta quarta. Nessa terça-feira, a votação dos projetos não ocorreu devido ao protesto dos servidores na entrada da Assembleia Legislativa. O presidente da Casa, Edson Brum, alegou falta de segurança para fazer a votação.Por terem sido encaminhados com regime de urgência, as propostas do Executivo trancam a pauta se não forem votadas. Mais cedo, Edson Brum se reuniu com o governador José Ivo Sartori, que se recusou a tirar o pedido de urgência das propostas. Em razão da confusão ocorrida na terça-feira, Edson Brum tomou a decisão de impedir o acesso de servidores às galerias da Assembleia Legislativa. Apenas jornalistas poderão acompanhar a votação. (Nelson Buzatto) 

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