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Atraso em repasses causa suspensão de atividades em turno integral no RS

Problema atinge 60% das escolas estaduais beneficiadas pelo programa.Ministério nega atraso e diz que transferência pode ocorrer até o fim do mês. Problema atinge 60% das escolas estaduais beneficiadas pelo programa.Ministério nega atraso e diz que transferência pode ocorrer até o fim do mês.

As atividades em turno integral foram suspensas em 60% das escolas públicas estaduais do Rio Grande do Sul beneficiadas pelo Programa Mais Educação, do governo federal. Segundo a Secretaria Estadual de Educação, das 1.320 escolas que integram a iniciativa, 800 interromperam os trabalhos em turno inverso por não terem recebido os repasses. O programa abrange do primeiro ao nono ano do ensino fundamental. A diretora da Escola Estadual Itália, Marcia Masiel Schneider, lamenta a suspensão das atividades na instituição da Zona Sul de Porto Alegre. "Podemos afirmar, sem dúvida, que o rendimento do aluno em sala de aula foi prejudicado", afirma a educadora. "A oficina de reforço favorecia a melhoria do trabalho de aula do professor. É um trabalho conjunto", acrescenta. Os computadores da sala de informática e os tatames usados no ensino do judô ficaram sem uso devido à suspensão, assim como os violões usados em aulas de música. Alguns alunos elogiaram a iniciativa. "Foi muito bom para o meu aprendizado", diz a aluna Mayara da Silva, de 10 anos, que cursa a quinta série do ensino fundamental. "Devia voltar pra ensinar mais as crianças", diz Flávio Alexandre de Jesus Catarina, de 9 anos, que está na quarta série. O recurso para o funcionamento do programa é repassado diretamente do Ministério da Educação para as escolas. Com o dinheiro, além de equipamentos e instrumentos musicais, eram pagos professores para o ensino de atividades diversas. "Interrompe um trabalho que vinha sendo gratificante, que vinha rendendo frutos. Não só em termos de conhecimento, mas também de comportamento das crianças", lamenta a professora Áurea Braga. O Ministério da Educação informou que não há atrasos de repasses em 2015, e que a transferência de recursos pode ser feita até o final de abril. (Nelson Buzatto) 

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