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Ano letivo iniciará com problemas de estrutura em algumas escolas do RS

Escolas de Candelária, Santa Cruz, Esteio e Rio Grande improvisam.Secretaria da Educação diz que problemas estão sendo solucionados. Escolas de Candelária, Santa Cruz, Esteio e Rio Grande improvisam.Secretaria da Educação diz que problemas estão sendo solucionados.

O ano letivo, que inicia daqui a um mês, deve começar com improviso em algumas escolas da rede estadual do Rio Grande do Sul. Por causa dos problemas de estrutura, dentro e fora das salas de aula, pode prejudicar o desempenho dos estudantes, como mostra a reportagem do RBS Notícias (veja o vídeo). Em uma Escola Estadual em Candelária, no Vale do Rio Pardo, três salas de aula estão interditadas há dois anos. O forro corre risco de desabar. “Realmente é muito triste e desmotivador. Tanto para nós professores como para os alunos e os pais dos alunos também”, diz a vice-diretora Rubia Vargas. Com a interdição, algumas turmas usam o mesmo espaço separado apenas por armários. “Não tem condições do aluno aprender com duas turmas na mesma sala, só dividida por armários, escutando uma professora falando de um lado e a outra do outro lado. Até o aluno vai se atrapalhar”, reclama a mãe de uma estudante, Líria Bescof. Em outra escola, em Santa Cruz do Sul, um dos prédios foi demolido em setembro de 2012 porque estava com a estrutura comprometida. Desde então os alunos estudam em salas modulares. O improviso já dura dois anos. O problema maior é que, sem o novo prédio, a escola está sem refeitório, e sem laboratório de informática. A biblioteca é improvisada e há apenas um banheiro. No local onde deve ser erguida a nova estrutura, por enquanto não há nem sinal de obras.  “A gente está totalmente improvisado, desde a área administrativa ao refeitório. São diversos fatores que prejudicam os nossos alunos”, diz a coordenadora pedagógica Josi Severo. Em Esteio, na Região Metropolitana, uma escola estadual foi destelhada em um temporal no dia 20 de dezembro.  Um mês depois, o telhado continua do mesmo jeito. Chove para dentro das salas do segundo andar e um dos espaços mais atingidos é a biblioteca. Segundo a vice-diretora da escola, as condições podem comprometer o início do ano letivo para os 380 alunos de ensino fundamental e médio. “A gente se vê de mãos atadas porque tem que ficar esperando por verba, pela boa vontade do governo”, diz vice Solange de Lima. Em Rio Grande do Sul, no sul do Estado, uma escola fica junto à BR-392. Parte do prédio precisou ser destruída por causa da duplicação da rodovia. O problema agora é que, por estar ao lado da rodovia movimentada, os alunos tem dificuldade de concentração. Sobre a situação das duas escolas do Vale do Rio Pardo, a Secretaria de Educação diz que está fazendo um levantamento das necessidades, que devem ser resolvidas ainda este ano. Em Rio Grande, a Coordenadoria Regional de Educação do município afirma que o processo de construção da nova escola está sendo analisado pela Secretaria Estadual de Obras Públicas. E em Esteio, a reconstrução do telhado da escola atingida pelo temporal deve começar em uma semana, segundo a Coordenadoria de Educação. A previsão é de que as obras fiquem prontas até o início do ano letivo. (Nelson Buzatto) 

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